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Duas das principais promessas desta nova geração são Antony e Lucas Santos, que representaram Tricolor e Cruzmaltino, respectivamente, na coletiva de imprensa que antecedeu o duelo, nesta quinta-feira. Apesar de vestirem uniformes diferentes e serem rivais nesta finalíssima, o sentimento, como os dois apontaram, é exatamente o mesmo.
"É um sonho que a gente sempre teve, desde criança, e hoje estamos podendo realizar. É um momento muito especial", afirmou Antony. "Para mim, todo jogo é uma história, todo jogo é especial. Mas a final é diferente, tem aquele gosto melhor e tomara que a gente seja feliz. Disputei a final no ano passado e não consegui ser campeão. Serviu de aprendizado", completou, em referência à derrota para o Flamengo na decisão da Copinha 2018.
"Uma final de Copa São Paulo é diferente, é um divisor de águas para a gente. Ter o privilégio de disputar uma final como essa, entre dois clubes imensos, é super importante. Para mim, é o jogo da minha vida", disse Lucas. "É lógico que temos o intuito de chegar ao profissional, mas temos uma longa história na base e a gente sonha em conquistar uma Copinha. É um campeonato muito complicado e ter o privilégio de chegar à final é algo muito especial, tanto para o Vasco quanto para o São Paulo", completou Lucas, que disputa sua quarta edição do torneio.
Antony, por sinal, vive uma experiência diferente da maior parte dos atletas que passam pela Copinha. O atacante é o único do elenco do São Paulo que já foi promovido ao time principal. No entanto, o camisa sete não esconde o prazer em voltar a jogar pelo sub-20, com o qual terá a chance de soltar o grito de campeão, entalado desde a final do ano passado.
"Fico feliz de jogar no profissional, mas jogar uma Copa São Paulo é sempre um privilégio. Encaro isso como a maior alegria da minha vida, é um sonho de criança, e jogar essa Copinha tendo chances no profissional é uma sensação única", reconheceu.
Lucas Santos, por sua vez, quer repetir o feito alcançado pela geração de 1992, responsável, até então, pelo único título do Vasco na mais tradicional competição do futebol de base. O camisa 10, que também é capitão da equipe carioca, vê a partida como uma oportunidade de marcar de vez seu nome na história do clube, tal como Caetano, Pimentel, Valdir Bigode e outros atletas que foram campeões há 27 anos.
"É uma expectativa muito grande. Sabemos da história, do que aconteceu no passado, e buscamos fazer igual. Chegamos na final e é lógico que queremos o título, mas também é importante apresentar um trabalho bom. Sabemos da qualidade do São Paulo, mas queremos repetir a história para que a gente também seja lembrado no futuro", falou.
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