Em 92, final de Copinha entre SP e Vasco teve artilheiro e campeão mundial

Fonte Gazeta Esportiva
Foto: Acervo/Gazeta Press
A decisão da 50ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior terá um clima de revanche, nesta sexta-feira, às 15h30. São Paulo e Vasco se reencontram em uma decisão da competição sub-20 depois de 27 anos. No dia 25 de janeiro de 1992, a festa foi carioca, liderado pelo artilheiro Valdir Bigode, calando o Pacaembu repleto de são-paulinos de um time com a presença do ex-volante Doriva, campeão mundial em 1993.

Naquele ano, as duas equipes já tinham se enfrentado na primeira fase da competição, na última rodada do grupo 4. Até então, o São Paulo era a melhor defesa do torneio. O resultado do primeiro confronto acabou empatado em 1 a 1.
Se em 2019 brilham Lucas Santos e Tiago Reis, na época o Vasco contava com, além de Valdir Bigode, o goleiro Caetano e o volante Leandro Ávila entre os destaques. Pelo outro lado, o goleiro Alexandre, o volante Mona e os atacantes Catê e Andrey eram os principais jogadores do Tricolor, que hoje conta com o potencial de Antony, Rodrigo Nestor e companhia. Reserva, Doriva entrou no segundo tempo daquele jogo.
Na semifinal de 1992, o Vasco eliminou o Santa Teresa, pequeno time de Minas Gerais. O time mineiro era a surpresa da competição e jogava um bom futebol, entretanto a equipe carioca não teve dificuldades e venceu o confronto por 2 a 0.
Já o São Paulo despachou o Corinthians, em confronto marcado pelo confronto entre as torcidas nas arquibancadas do Estádio Nicolau Alayon, campo do Nacional. Um rojão, supostamente atirado por um torcedor são-paulino, atingiu o olho de Rodrigo de Gásperi, de apenas 13 anos. O jogo ficou interrompido por 25 minutos, e, quando retomado, foi até a prorrogação, quando o São Paulo venceu por 1 a 0.
Final equilibrada até o fim:
Na finalíssima, tivemos um jogo bem equilibrado no Pacaembu. Com o estádio predominantemente tricolor, o ambiente era favorável ao São Paulo, que vinha embalado em busca do título inédito. O Vasco, porém, também se mostrava empolgado e frustrou a maioria presente nas arquibancadas.
Pelo Tricolor, atuaram: Alexandre, Pavão, Sergio Baresi, Nelson (Gilmar) e Cleomir; Mona, Evandro (Doriva) e Pereira; Catê, Andrey e Toninho. Já pelo Cruzmaltino, foram a campo: Caetano, Pimentel, Alex Pinho, Tinho e Josenílson (Fábio); Viana, Leandro Ávila, Vítor e Denílson (Pedro Renato); Valdir Bigode e Hernande.
Como é natural em finais de campeonatos de base, o nervosismo ficava claro dentro de campo. O São Paulo dominou as ações da partida e levava perigo com as triangulações de Catê, Toninho e Andrey. O que atrapalhava o Tricolor eram as más finalizações e a boa partida do goleiro Caetano.

Apesar do domínio são-paulino, quem abriu o placar foi o Vasco. Em cobrança de escanteio, aos 43 minutos da primeira etapa, Hernande cruzou para a área e o goleiro Alexandre saiu mal. A bola encontrou Valdir Bigode, que cabeceou para as redes. Foi o 8º gol do artilheiro da competição daquele ano.
O empate do São Paulo veio aos 20 do segundo tempo. Após excelente jogada de Mona, Andrey recebeu o passe dentro da área vascaína e tocou na saída de Caetano. O Pacaembu ficou em festa, o Tricolor se empolgou, mas a partida terminou empatada.
Na prorrogação, nada de gols e então os pênaltis decidiram a final. O Vasco converteu todos as suas cobranças, enquanto pelo lado são-paulino, Mona, destaque na partida, chutou para fora. 5 a 3 nas penalidades e o Vasco conquistava a sua primeira Copa São Paulo.
Depois da Copinha:
Curiosamente, cinco dias depois da final, o time principal do São Paulo enfrentaria o Santos, assim como acontecerá neste domingo. Na ocasião, a partida era válida pelo Campeonato Brasileiro de 1992 e marcou a estreia do goleiro Alexandre pelos profissionais.
Alexandre era apontado como uma grande promessa e colocava Rogério Ceni no banco nas categorias de base. Segundo o próprio ídolo Tricolor, Alexandre o superava em qualidade. O arqueiro faleceu após um acidente de carro, em julho daquele mesmo ano, quando começava a ter oportunidades na meta são-paulina.

Catê, Mona, Pereira, Doriva, entre outros atletas daquela final começaram a dar as caras no elenco principal a partir daquele ano. A base tricolor esteve presente nos títulos da Libertadores e Mundial de 92 e 93 e da Copa Conmebol de 1994, com o “Expressinho”, como ficou conhecido o time de garotos do São Paulo.
Pelo lado vascaíno, os campeões da Copinha, Caetano, Pimentel, Tinho, Alex Pinho, Leandro Ávila e Valdir Bigode foram, aos poucos, aparecendo pelos profissionais e estiveram nos elencos que conquistaram o tricampeonato estadual de 1992, 1993 e 1994.
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