- Nosso principal investimento será fechar com um treinador de renome e com muita experiência, porque ele nos ajudaria a trazer bons jogadores para o projeto já no primeiro ano. Nossa ideia inicial é montar um time para a Liga Ouro 2019 com oito jogadores mais "cascudos" e seis meninos entre 17 e 19 anos para compôr o elenco - explicou Carlos Belmonte Sobrinho.
O São Paulo vai bancar 100% do projeto de basquete para não ter futuros problemas trabalhistas. Segundo Belmonte, algumas antigas parcerias em esportes olímpicos acabaram trazendo prejuízos financeiros para o Tricolor em antigas gestões. Já existem negociações por patrocínios, mas, mesmo sem nenhuma aporte financeiro externo, o São Paulo garante ter dinheiro em caixa para bancar o time nesse primeiro ano de vida.
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- Pelo que eu apurei, nós temos o dobro de recursos financeiros quando comparados com os times que jogam a Liga Ouro. Esse é um projeto de seis ou sete anos, mas nosso planejamento é conseguir chegar aos playoffs neste primeiro ano. Se isso acontecer, já teremos obtido sucesso. Esse projeto é importante para fomentar as categorias de base no clube - disse o diretor de esportes amadores.
Hoje, as categorias de base do São Paulo no basquete vão apenas até o sub-14. No ano que vem, o projeto é chegar ao sub-15. Até 2020, a previsão é aumentar as idades até atingir o sub-20, que seria importante para revelar novos jogadores. Para esse primeiro ano na Liga Ouro, o São Paulo contará com o auxílio da Liga Nacional de Basquete, a LNB.
- Nós temos um projeto de aumentar nossa força nos esportes olímpicos e fizemos um estudo para ver por onde começar. Nós temos ainda uma licença para ter um time na Liga Futsal, mas ele não é esporte olímpico. O São Paulo se encantou com os esforços que a Liga está fazendo para trazer os times de massa. A LNB vai emprestar - em sistema de comodato - uma quadra flutuante para o São Paulo e ela é melhor do que a que temos hoje. Além, disso os custos para entrarmos no basquete eram menores do que o necessário para o vôlei - detalhou Belmonte.
Com reuniões marcadas para o início desta semana, Carlos Belmonte espera fechar o planejamento do time a tempo de disputar o Campeonato Paulista de Basquete. Além dele próprio, que será o gestor do processo, o São Paulo ainda contará com Maurício Zanzi, que será o diretor de basquete da equipe.
O São Paulo tem tradição no basquete: foi campeão metropolitano de 1943 no masculino e 1944 no feminino. A maior conquista do Tricolor Paulista foi o Campeonato Brasileiro Feminino de 2002, em parceria com a Prefeitura de Guarulhos, com um time que contava com Janeth, uma das maiores jogadoras da história do basquete nacional e integrante do Hall da Fama do basquete.
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