A guerra entre presidente e vice não é uma situação exclusiva do Santos. Dos quatro grandes de São Paulo, somente o Corinthians não convive com esse problema. Bem antes de José Carlos Peres e Orlando Rollo trocarem farpas via imprensa no Peixe, a crise política já havia batido à porta de Palmeiras e São Paulo.
No Verdão, o presidente Maurício Galiotte tem três de seus quatro vice-presidentes como inimigos declarados: Genaro Marino, Victor Fruges e José Carlos Tomaselli. O trio tem votado contra as contas do presidente no COF (Conselho de Orientação Fiscal) desde a mudança no contrato com a Crefisa – o novo acordo prevê que o clube devolva os R$ 120 milhões emprestados pela financeira.
Inclusive, Genaro será adversário de Galiotte na próxima eleição para presidente, que começa em outubro e termina em novembro. Genaro concorrerá como oposição.
Já no São Paulo, Leco e Roberto Natel praticamente não se falam. Eles chegaram a romper antes mesmo da eleição, porque Natel tinha a intenção de concorrer à presidência. Temendo que a situação perdesse votos com a criação de duas chapas, alguns influenciadores conseguiram convencer Natel a aceitar a vice-presidência.
Mas a relação entre ele e Leco roeu pouco depois da eleição. Recentemente, o vice acusou Leco de tê-lo despejado da sala onde costumava despachar, dentro do Morumbi.
Por sua vez, o presidente corintiano Andrés Sanchez não tem qualquer problema com seus dois vices, Edna Murad e Alexandre Husni. O trio foi eleito em fevereiro deste ano.
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