O São Paulo concentrou-se para encarar o Vasco dia 04 de agosto após longa semana se treinos, treinou no dia seguinte e viajou para Recife para enfrentar o Sport no calor do nordeste, tornou-se líder e já correu para o aeroporto. Em São Paulo os jogadores fizeram preparo físico no Refis na segunda, viajaram para Buenos Aires na terça, seguiram para Santa fé na quarta, concentram-se para enfrentar o Cólon na quinta e foram eliminados. Ergue a cabeça pro brasileiro sem tempo e retornaram 24 horas depois pra São Paulo, concentraram no sábado e enfrentaram a Chapecoense no domingo. Treinaram segunda e viajaram para o Paraná na terça, aqueceram na quarta de manhã para o empate de ontem. Seriam nossos guerreiros alienígenas ou robôs?
Rompemos mais um tabu: nenhum jogador com essa sequencia maluco foi parar no departamento médico lesionado ou desfalcará o time nas próximas rodadas. (Hudson sentiu mas não tem lesão, normal sentir dor pela rotina que passou, né?)
Parabéns, Fernando Tanatares em conjunto com a comissão técnica elaboraram um excelente trabalho para o rodízio de Aguirre funcionar.
Calma. Empatar fora de casa no contexto do campeonato brasileiro não é ruim. Para o lanterna que com a troca do técnico recém-chegado também deu trabalho ao Inter uma rodada antes, não é o fim do mundo. A noite não era nossa, tudo deu errado do começo ao fim, o São Paulo abateu-se fisicamente e psicologicamente.
Alterações de modo de jogo
O Aguirre percebeu que contra times retranqueiros como Cólon e a própria Chapecoense que marcou em cima, ele teria de treinar o elenco para aprender a chutar fora da área e criar bolas aéreas. Diferente de como estávamos acostumados.
O tricolor retornou da Copa rápido, bem treinado e organizado com característica de retenção forte e contra-ataque imbatível. No meio das viagens, teve de descobrir como jogar no modo chuveirinho e achar espaços pra chutar de fora da área, que foi a estratégia que vimos no jogo contra o Paraná. Jogo que deveria ter sido bem o contrário, deveria ser de bola no chão e ataque calmo.
Todos os jogadores que foram bem em outros jogos mostraram-se a abatidos. Todos, sem exceção. Isso não é falta de vontade de ser campeão, é cansaço. Para não lesionar e estar em todos os jogos, o físico exige o limite.
Mais uma vez com todas as alterações pequenas que vimos em poucos jogos, o que dá pra notar é que Aguirre corrige suas falhas táticas de um jogo para outro muito rápido, o que faltou foi tempo para o elenco entender o momento certo de ser um ataque organizado, momento de chutar de fora da área e o momento de criar oportunidade aérea. Com esse feeling que Aguirre transmitirá bem e o descanso certo que nosso preparador físico gerará, teremos o conjunto da sequência de retorno da copa novamente
Cuidado com o Inter? Sim, façamos dever de casa e garanta seus 3 pontos em casa
Aproveite o tempo que a Sul-Americana nos deixou.
Nós como torcedores devemos bater nosso próprio recorde e arrancar esse título na garra! Levamos esse time no colo, agora não é hora de desistir, pelo contrário, é hora de MOTIVAR! Sejamos nos a energia que faltam pelos excessos de viagens!
O Morumbi será nosso caldeirão! Não consigo conter a ansiedade para domingo!
Layla Reis