O SPFC não viveu uma década fácil, com desclassificações em torneios importantes, derrotas vexatórias e uma sucessão de escândalos políticos, o Tricolor precisou superar as cornetas para voltar a ocupar um lugar de destaque.
Claro que nenhum, ou quase nenhum, torcedor estava contente com a fase duradoura pela qual o SPFC passava. Jamais poder-se-ia ter como satisfatório, ver o time cair para times “pequenos” e ser superado em clássicos, em uma rotina cada vez mais constante. Mas, se olharmos para trás, não há como negar, as cornetas soaram em demasia.
Bastava uma derrota, para que as redes sociais ficassem repletas de “torcedores” cornetando o clube, não só o time, mas toda a diretoria. Um dos nomes que conseguiu sair praticamente ileso, foi o do Mito, Rogério Ceni, com razão, mas, todos os demais profissionais eram alvos de “pedras” virtuais atiradas por torcedores.
Fato esse que seria normal e compreensível, se não fosse pela existência de um grupo, não tão pequeno, de “torcedores” que, além de torcer para o SPFC, possuía interesses outros no clube. Parte da oposição lançou mão desse artifício, fazendo com que pessoas se manifestassem nas redes sociais em detrimento da imagem do clube para que a situação suportasse algum dano.
A diretoria alimentava a situação, pois fora omissa em muitas vezes e praticou equívocos claros, tanto na administração do time, como do próprio clube.
Assim, o “Fora Leco” começou a ocupar cada vez mais espaço nas redes sociais. A situação fora se tornando uma bola de neve, onde, o único atingido, seria o clube.
Mas, Leco conseguiu dar um rumo ao time, com a determinação de que Raí, Ricardo Rocha e Lugano assumissem papeis fundamentais no clube, com a contratação de Aguirre, o mandatário do SPFC retirou o clube do fundo do poço, recolocando-o em seu lugar.
Se, há pouco tempo atrás, os times não possuíam mais um respeito de nos enfrentar, atualmente, o cenário está sendo alterado, o SPFC tem seu respeito, sua vibe e seu lugar garantido na elite do futebol brasileiro.
Se hoje o “Fora Leco” perdeu espaço, é bom que a diretoria tenha isso em mente e que evite a cometer os mesmos erros enfadonhos de pouco tempo atrás.
Enfim, Leco pode não ser o presidente ideal, ninguém alcançará essa qualidade, mas é certo que ele conseguiu recolocar nos trilhos o maior time do país e, não há como negar, tampar as cornetas, afastando de vez aquele papo de “Leco, você é o pior presidente da história”. Ao menos por hora.