Lembram daquela evolução que Dorival Jr. e seus comandados falavam em todas as entrevistas tanto na beira do gramado pós-jogo quanto no CT da Barra Funda? Então... ela finalmente apareceu, se consolidou e tem se mostrado constante, apesar de ter sido necessário um novo treinador, novos jogadores e uma nova mentalidade.
A imprensa já está cansada de falar sobre a intensidade da equipe comandada por Diego Aguirre, sobre a forma como o time tem se mostrado aguerrido, sobre a raça demonstrada pelos jogadores e principalmente sobre os resultados obtidos, já que a PREOCUPANTE luta contra o rebaixamento em anos anteriores deu lugar à disputa do título brasileiro. Mas, apesar de todos esses “elogios” que o tricolor tem recebido, qual é o verdadeiro segredo desse sucesso?
Em um post anterior, após a vitória sobre o Corinthians, eu exaltei o ganho de concentração da equipe tricolor, que antes acostumada a sofrer gols no início e no fim de cada tempo, agora era quem marcava em tais momentos cruciais. Porém, após a partida contra o Cruzeiro, algo pouco comentado me chamou atenção: a capacidade da equipe em aprender com seus próprios erros.
Se o ganho de concentração que me referi acima fez com que a equipe errasse menos, o aprendizado obtido em cada um desses erros é algo de encher os olhos. Trago aqui dois exemplos que corroboram a minha afirmação: A derrota nos acréscimos na semifinal do Paulista e o empate cedido contra o Fluminense na terceira rodada do Brasileirão também nos acréscimos mostraram à equipe que não bastava ficar concentrada durante a maior parte da partida, era necessário se concentrar até o último minuto. E assim, ao invés de sofrer gols nesse momento, duas rodadas depois o tricolor arrancou um empate no último lance contra o Bahia fora de casa, em um FOGUETE de Shaylon de fora da área.
Outro exemplo de aprendizado se deu na derrota por 2x1 para o Grêmio. O tricolor abriu o placar cedo, recuou DEMAIS, perdeu a oportunidade de matar o jogo no fim do primeiro tempo e ainda sofreu o gol de empate um minuto depois. Se não bastasse, um erro na saída de bola que não vinha acontecendo deu o gol da vitória ao adversário, mesmo com o tricolor iniciando melhor o segundo tempo.
Parafraseando o herói Muricy, “a bola pune”, e nenhuma equipe em qualquer lugar do mundo pode se dar ao luxo de desperdiçar oportunidades de gol quando enfrenta um time de grande qualidade. Na partida seguinte, também fora de casa e TAMBÉM contra uma equipe que é considerada uma das melhores do país, o tricolor novamente abriu o placar. Recuou menos do que na partida anterior, deu sorte no pênalti perdido por Barcos (convenhamos que seria uma injustiça aquela bola entrar, sem clubismo, rs), mas quando teve a oportunidade de matar o jogo, foi lá e fez.
Sendo assim, podemos acreditar que a derrota sofrida em casa para o Colón, adversário de nível inferior ao São Paulo e que jogou extremamente fechado, possa servir de aprendizado para a sequência que teremos no Campeonato Brasileiro, onde enfrentaremos adversários que jogarão da mesma forma como os argentinos e claramente teremos que dar um jeito de criar mais oportunidades e “furar” a defesa rival.
Se isso realmente acontecer, a somatória entre o aprendizado com os próprios erros, a concentração da equipe, a forma como joga e a notória união entre elenco, comissão técnica e diretoria, é que será a fórmula do sucesso desse atual tricolor. Se essa equação se mantiver até o final do ano, com certeza a “ilusão” citada por muitos, se tornará realidade.
Obs: ESTAMOS DE OLHO em você que está cantando “o campeão voltou”!