Há sete anos escrevo para este site e passei pelos mais variados momentos: conquista sul-americana, três eleições presidenciais, renúncia de presidência com escândalos e desvios políticos(de nomes que ainda estão no poder), muitas eliminações, campanhas para lotar estádio, quase 20 trocas de técnicos e, Deus me livre, tentar contabilizar o número de contratações, especulações e vendas.
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Confesso que, em todos os anos da minha vida e trajetória jornalística até aqui, nunca estive em um momento como este. A percepção clara de que a tendência é piorar, não há caminho lógico de melhorias e o desespero de não entender como, em uma década, nos transformamos dos trimundiais imbatíveis, a piada e quarta potência.
Padrão tricolor da última década
O São Paulo repete anualmente os mesmos erros como um padrão pré-estabelecido. Todo ano nós sabemos que iremos trocar de técnico, pelo menos, uma vez. Mas pode ser mais, bem mais, chegar até a 4 como em 2013. Não estou contando os interinos! Todo ano nos sabemos também que iremos comprar cerca de 7 a 10 jogadores e vender em torno de 5 a 10. Ou seja, refazemos o elenco, técnico e comissão técnica, fato.
Nessa última década trocamos de preparador físico (equipe) umas três vezes. E, se você lembrar que muitos técnicos trazem seus próprios preparadores, o número aumenta. Todo ano culpamos os preparadores físicos pela apatia dos jogadores, fato.
Dirigentes de futebol? Humm, o atual presidente Leco foi diretor de futebol e tivemos também João Carlos de Jesus Lopes, Adalberto Batista, Gustavo, Ataíde, Vínicius Pinotti, Chapecó, Jacobson, Luiz Cunha, Marco Aurélio Cunha, Médicis, Moreno, Raí com Ricardo Rocha de auxiliar. Tô esquecendo alguém? É bem capaz que sim. Todo ano derrubamos um diretor de futebol via mídia São Paulina ou pressão interna, fato.
E vamos para a suprema corte, os presidentes. Juvenal Juvêncio por três mandatos, Carlos Miguel Aidar renunciado em escândalos - já superados na atual gestão Leco - que através de votação foi expulso do clube mas ainda integra o conselho de ex-presidentes e é voto ativo. Por eleição, assumiu Leco interinamente que se reelegeu junto com o novo estatuto ano passado e segue por mais 3 anos. Todos do mesmo grupo político incompetente, fato.
Muitas mudanças e o mesmo ciclo vicioso
A gente começa o ano pensando que vai levar o paulista pra garotada da base ter experiência e foca na Sul-Americana e Copa do Brasil ou Libertadores se estiver classificado. Chega em meados de Abril já estamos em crise e somos eliminados, normalmente, na semifinal do paulistão. Focamos nas outras competições que, com muito sufoco, caímos nas quartas ou raramente nas semifinais. A crise começa, a mídia se delicia, jogadores pressionados e, por fim, trocamos de técnico para o brasileirao que refaz todo planejamento, troca todo o elenco porque não participou do planejamento de começo de ano, luta para não cair ou, pelo menos, tentar alcançar antigo G4, novo G6.
O técnico que entrou no meio do ano para tapar buraco permanece no planejamento de Dezembro/Janeiro faz as escolhas dos jogadores, é eliminado na semi do paulista, entra em crise em Abril, vai mal nas outras competições e é mandado embora. Caçamos novos nomes, não tem técnico disponível no mercado, trocam-se todos os jogadores. Recomeça o ciclo, releia tudo de novo e altere o nome para "2011, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017, 2018" com um ou outro detalhe como a semi da Libertadores e o vice com Kaká em 2014.
E nem vamos falar de clássicos porque existe um rumor de que o Lucão pode voltar. Já acendi a vela.
Abertura de discussão
Eu pensei em finalizar esse texto culpando um ou outro. Poderia falar do time de ontem, da demora do Aguirre, da esperança do Jardine, do erro com Diego Souza, da demora em demitir Dorival desde o ano passado, dos mandatários presidentes serem os mesmos há quase duas décadas e escolherem amadores políticos internos para gerenciarem nosso futebol, tirando o nome do Raí obviamente, mas não. Prefiro fazer diferente.
Vamos pensar racionalmente. Sem passionalidade. Deixando de lado esse amor incondicional por um minuto. O que resta de verdade, de erro, de culpa, de ponto e meta? O que realmente precisa mudar?
Se não pensarmos e, novamente, nos unirmos. Qual será o fim do São Paulo. Fato é que nós, torcedores, na contramão da crise são paulina, estamos salvando o clube este ano. E acho que nós, teremos de raciocinar, unir e encarar de frente o problema.
A #UnidosPeloSPFC pode até ter sido alvo de briga ou ridicularizada pela organizada. Mas a verdadeira união está em nossos corações amantes do tricolor e, sem dúvidas, nossa união é a única salvação. Fica o alerta.
Qual é o grande erro e problema maior do São Paulo?
Por Layla Reis - @laylarps
ELIMINADO! O ciclo vicioso de eliminações, trocas de técnicos, dirigentes e presidentes - Layla Reis
Como resolver? Qual é o erro?
Fonte SPFC.Net
20 de Abril de 2018
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