Saulo de Castro foi convidado para o novo Conselho de Administração, que conta ainda com oito membros: Leco, seu vice Roberto Natel, José Eduardo Mesquita Pimenta (indicado pelo Conselho Consultivo), os eleitos Júlio Casares, Sílvio Médici e Adilson Alves Martins, o ex-jogador Raí e Julio Conejero, genro do ex-presidente Juvenal Juvêncio.
Com Alckmin, Saulo atua como secretário de Governo e nunca escondeu sua paixão pelo futebol e pelo São Paulo. Em 2005, quando assistia à partida entre o tricolor e o Quilmes, da Argentina, viu pela televisão um caso de injúria qualificada do zagueiro Leandro Desábato ao atacante Grafite.
Na época ele era secretário da Segurança Pública. Então telefonou para o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos), pediu que ele prendesse o argentino. O caso teve grande repercussão.
Já Marcio Aith, que é chamado por Alckmin de “meu guru”, participou da campanha vitoriosa de Leco à presidência do São Paulo, ajudando a agregar situacionistas descontentes e atuando nos bastidores. Ele trabalhou até o ano passado na comunicação do governo Alckmin e vai cuidar dessa área no São Paulo.
Como executivo, receberá um salário no Morumbi que, segundo dirigentes do São Paulo, será “compatível com o mercado”. Ele vai cuidar de toda área de imprensa e do marketing, e terá como principal meta conseguir um patrocínio master para a camisa – desde a saída de Prevent Senior o São Paulo vem estampando a marca da Corr Plastik no local de graça.
Além dele, Leco vai indicar outros executivos para funções importantes. Vinicius Pinotti, que era do marketing na gestão anterior, será o executivo de futebol. Outros nomes serão indicados e terão de passar pelo crivo do Conselho de Administração. Como Leco tem maioria lá, não terá problemas em aprovar seus indicados.