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Um ano e sete meses depois de renunciar à presidência do São Paulo, Carlos Miguel Aidar voltou a ter seu nome especulado para um cargo importante no clube. Durante todo o fim de semana, cogitou-se a possibilidade de ele concorrer à nona e última cadeira do Conselho de Administração, que ajudará o presidente Leco nas principais decisões do Tricolor daqui para frente.
“Mas eu não vou concorrer. Estou muito bem profissionalmente e é hora de dedicação total ao meu escritório de advocacia”, afirma Aidar, que deixou a presidência, entre outros motivos, para não sofrer impeachment – seu vice, Ataíde Gil Guerreiro, havia feito uma série de acusações contra ele, culminando com um processo para impedi-lo de seguir no cargo.
O antecessor de Leco, inclusive, já escolheu em quem votará na eleição desta terça-feira, quando os membros do Conselho Consultivo apontarão o último membro do Conselho de Administração. O Conselho Consultivo reúne todos os ex-presidentes do Tricolor e presidentes do Conselho Deliberativo, em uma espécie de comitê de notáveis são-paulinos. “Vou votar no Pimenta”, diz Aidar, referindo-se ao candidato da oposição derrotado na eleição para presidente, duas semanas atrás.
José Eduardo Mesquita Pimenta teve 101 votos, contra 124 de Leco. “O Pimenta me ligou dizendo que gostaria de fazer parte desse Conselho de Administração, por isso, terá meu voto”, justifica Aidar, que nem participou do processo eleitoral que valeu a vitória a Leco – no ano passado, como punição pela briga pública com Ataíde, ele foi expulso do Conselho Deliberativo.
O Conselho de Administração já tem os seguintes nomes confirmados: Leco (presidente), Roberto Natel (vice-presidente), Julio Casares, Silvio Médicis e Adilson Alves (eleitos há duas semanas), além de Raí, Saulo de Castro e Júlio Conejero, indicados por Leco.