Rogério Ceni quer dedicar atenção igual a todos, elenco tem menos atletas do que no tri brasileiro do SP

Fonte Globo Esporte
Rogério Ceni quer trabalhar com 29 jogadores no segundo semestre (Foto: Érico Leonan / saopaulofc.net)
Em sua última entrevista, Rogério Ceni disse querer contar com 29 jogadores no elenco até o fim do ano (25 de linha + 4 goleiros). É claro que esse cálculo pode não ser exato. Haverá lesões, negociações, suspensões e a possibilidade de contratações importantes que o técnico não vai recusar, além da utilização de garotos da base do São Paulo.

A conta se baseia no método de trabalho. Ceni quer dedicar atenção a todos, e acredita que quando muita gente passa semanas sem oportunidades, isso desestimula e cria uma insatisfação que se espalha.
Essas oscilações de elenco, fizeram com que o clube utilizasse sempre mais de 30 jogadores nos anos do tricampeonato brasileiro. Em 2006, 34 atletas entraram em campo (32 de linha) nas 38 rodadas da competição, que teve o Tricolor campeão na antepenúltima partida.
Os 34 do tetra, em 2006: Rogério Ceni, André Dias, Fabão, Edcarlos, Lugano, Miranda, Júnior, Mineiro, Josué, Leandro, Danilo, Alex Dias, Ricardo Oliveira, Ramalho, Aloísio, Denilson, Fábio Santos, Ilsinho, Lima, Rodrigo Fabri, Thiago Ribeiro, Richarlyson, Souza, Bosco, Lenilson, Alex, Alê, Reasco, Tadeu, Edgar, Alex Silva, Lúcio, Carlinhos e Allan
No ano seguinte, o número subiu para 35 (32 de linha), e a conquista foi ainda mais fácil, a cinco rodadas do fim. E em 2008, foram 31 jogadores escalados (29 de linha) por Muricy Ramalho, técnico nos três anos.
Os 35 do penta, em 2007: Rogério Ceni, Ilsinho, André Dias, Edcarlos, Miranda, Júnior, Jorge Wagner, Josué, Leandro, Souza, Hugo, Danilo Silva, Reasco, Aloísio, Alex Silva, Jadilson, Borges, Fredson, Fernando, Marcel, Richarlyson, Zé Luis, Bosco, Lenilson, Jackson, Dagoberto, Hernanes, Thiago, Serginho, Sérgio Mota, Francisco Alex, Breno, Diego Tardelli, Eric e Fabiano
Há nuances que levam a um número maior ou menor de mudanças. Em 2007, por exemplo, como o título foi garantido muito cedo, Muricy abriu o leque. Aproveitou algumas rodadas finais para escalar jovens como o meia Sergio Mota, promessa da época, o volante Serginho e o atacante Eric, que jamais voltaram a ter oportunidades. A base de confiança tinha em torno de 18 atletas.
Os 31 do hexa, em 2008: Rogério Ceni, Juninho, André Dias, Alex Silva, Miranda, Júnior, Jorge Wagner, Fábio Santos, Éder Luis, Joilson, Anderson, Aloísio, Hernanes, Jancarlos, Borges, Hugo, André Lima, Richarlyson, Éder, Bosco, Zé Luis, Dagoberto, Cazumba, Sérgio Mota, Wellington, Rafael, Aislan, Bruno, Jean, Pablo e Rodrigo.
O cenário mudou. Naquela época, o São Paulo tinha elencos recheados de jogadores consagrados, e eram raros os garotos a se firmarem na equipe – o zagueiro Breno foi um caso, no mesmo ano de 2007. Agora, com o clube em jejum de títulos e tentando se reerguer de um buraco financeiro, jovens tendem a jogar mais. O lateral-esquerdo Júnior Tavares e o atacante Luiz Araújo são dois dos que mais entraram em campo, até agora, em 2017.
Os 33 do elenco atual: Renan Ribeiro, Sidão, Denis, Lucas Perri, Bruno, Buffarini, Júnior Tavares, Edimar, Maicon, Rodrigo Caio, Lucão, Lugano, Douglas, Breno, Jucilei, João Schmidt, Wellington, Thiago Mendes, Araruna, Wesley, Cícero, Thomaz, Lucas Fernandes, Shaylon, Cueva, Wellington Nem, Luiz Araújo, Morato, Marcinho, Neilton, Lucas Pratto, Gilberto e Chavez.
Rogério Ceni, que liderava aqueles elencos mais pomposos, deixou claro que não quer reforços medianos. Ou chegam para assumir uma posição de protagonismo ou ele conduzirá os mesmos jogadores até o fim do ano. Hoje, o técnico tem 11 atletas que defenderam a base do clube – Lucas Perri, Rodrigo Caio, Lucão, Breno, Júnior Tavares, João Schmidt, Wellington, Araruna, Lucas Fernandes, Shaylon e Luiz Araújo –, além de Militão e Léo Natel, que frequentemente treinam sob seu comando.
Em razão das janelas de transferências, o elenco do São Paulo sofrerá modificações, provavelmente, até setembro, entre chegadas e partidas. Até lá, Ceni tentará criar uma base para sofrer o mínimo possível com as mudanças.
O grupo está de folga neste domingo. A próxima partida será no dia 11 de maio, contra o Defensa y Justicia, pela Copa Sul-Americana, no Morumbi. Após o empate sem gols na Argentina, o Tricolor precisa vencer para avançar à segunda fase.

São Paulo comemora o hexacampeonato brasileiro após vencer o Goiás, por 1 a 0, em 2008 (Foto: Rubens Chiri)
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