Rogério Ceni avalia primeiro clássico da semifinal

No Morumbi, São Paulo e Corinthians se enfrentaram na noite deste domingo (16) pelo Campeonato Paulista

Fonte Site Oficial
Por Paulo Pinto / saopaulofc.net
Assim como os jogadores, o técnico Rogério Ceni lamentou o revés na noite deste domingo (16) diante do Corinthians (2 x 0), no Morumbi, pelo duelo de ida da semifinal do Campeonato Paulista de 2016. Durante a coletiva de imprensa, o treinador avaliou o clássico e falou sobre o momento da equipe, que terá que vencer o embate de volta para seguir na competição estadual.

“Convivo com aplausos e vaias no futebol há 25 anos e tento fazer o melhor trabalho possível. É compreensível o torcedor sair chateado com a equipe. No futebol, só dois números servem: o número de gols do seu time e do seu adversário. O resto é secundário. Não faltou luta no segundo tempo. Tem de saber trabalhar com derrotas e com insatisfação”, opinou o comandante, que acrescentou.
“Duas derrotas em casa, independentemente do momento da competição, é algo difícil de digerir, principalmente quando você coloca 40 mil torcedores em cada partida. Não posso me colocar no lugar do torcedor porque sou o treinador da equipe. No primeiro tempo, faltou competir mais, ter mais pegada. No segundo, só tenho a agradecer e a elogiar a equipe”, afirmou.
Para encarar os corintianos, Rogério contou com o retorno de Cueva (recuperado de lesão). Assim, com uma formação ofensiva, o treinador escalou o Tricolor com Renan Ribeiro; Araruna, Maicon, Rodrigo Caio e Junior Tavares; Jucilei, Thiago Mendes e Cueva; Wellington Nem, Luiz Araújo e Lucas Pratto.
Empurrado pela torcida e em busca de alguma vantagem para o duelo de volta, o São Paulo tratou de propor o ritmo do jogo e trocar passes para envolver o rival. No entanto, uma baixa logo aos 18 minutos prejudicou a estratégia são-paulina: com dores no joelho, Wellington Nem teve que ser substituído pelo meio-campista Cícero. E justamente quando tentava se reorganizar em campo, o Tricolor sofreu o primeiro gol aos 18 minutos do primeiro tempo, anotado por Jô.
“Se analisar o jogo, tivemos repertório ofensivo. Comecei com um meia e três atacantes, depois mudei. Terminamos o jogo com dois armadores e dois centroavantes. O repertório foi grande, mas o gol simplesmente não aconteceu. Tem dia que a bola entra, tem dia que você cruza 39 e não entra. Vamos continuar buscando o gol. Não vou mudar ou desfazer o trabalho que foi feito desde a pré-temporada por uma ou duas derrotas", afirmou”, disse o técnico, que completou.
“Cruzamos 39 bolas cruzadas na área, o Cássio fez boas defesas. Fizemos o que o jogo pedia. Tiramos os dois pontas, porque achei que poderia fazer um jogo diferente com Gilberto e Pratto à frente. Montei um losango no meio-campo, com passagens pelas laterais, mas não conseguimos marcar os gols. Duas derrotas em casa, independentemente do momento da competição, é algo difícil de digerir, principalmente quando você coloca 40 mil torcedores em cada partida. No primeiro tempo, faltou competir mais, ter mais pegada. No segundo, só tenho a agradecer e a elogiar a equipe”, finalizou.
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