Marcos Teixeira
No jogo entre a melhor defesa e o melhor ataque do Paulistão, quem levou a melhor foi o Corinthians, que venceu por 2 a 0. Em um determinado momento da partida, a posse de bola do São Paulo chegou a ser de 70%, fator que vem sido sistematicamente exaltado pelo técnico Rogério Ceni, que faz questão de ditar o ritmo do jogo e ter a bola. Essa é a identidade que o técnico são-paulino quer empreender no seu time. O Corinthians, por sua vez, não fez a menor questão de ter a bola, tentando resolver o quanto antes os lances quando a tinha nos pés, exceto no início da partida, quando trocou passes para quebrar o ritmo intenso que o Tricolor impôs à partida no início.
Isso mostrou que um dos times foi a campo conhecendo o adversário. E este time não era o São Paulo. Em momento algum do jogo o São Paulo se impôs em campo. Com os setores afastados, Rogério cometeu um erro: não deu a proteção que devia à sua defesa, que tinha nas laterais um jogador improvisado e outro com sérias deficiências defensivas. O Corinthians, que não tem nada com isso, aproveitou-se dos espaços e construiu a vitória com dois gols pelo meio (o primeiro em impedimento de Jô).
No segundo tempo, o panorama só não foi o mesmo porque o Timão se fechou de vez e, ao São Paulo, sobrou chutar de fora quando dava e cruzar bola na área, como foi contra o Cruzeiro, sem nenhum efeito prático, como foi contra o Cruzeiro. Agora terá que vencer por dois gols um time que só sofreu nove em 15 jogos, que não perdeu nenhum clássico e que até o momento não conseguiu superar na Arena Corinthians.
Notas:
Renan Ribeiro: o que foi ao gol, entrou. Pulou atrasado no gol de Rodriguinho. Nota 4,5
Araruna: jogou fora de posição e fez o que deu. Nota 5,5 (entrou Thomaz: merece ser titular no sistema de pouca armação do São Paulo. Aumentou o volume de jogo são-paulino. Nota 6
Maicon: vacilou na marcação no primeiro gol, que foi feito em impedimento. Nota 6
Rodrigo Caio: pela atitude de avisar ao árbitro que Jô tinha tomado um cartão amarelo injusto, que seria o terceiro e o tiraria do jogo da volta, nota 10.
Junior Tavares: está sentindo o peso da sequência de jogos. Não acertou nenhum cruzamento, sua maior virtude. Nota 5,5
Jucilei: segurou a marcação no meio, mas perdeu a dividida com Rodriguinho no segundo gol. Nota 6
Thiago Mendes: assustou em chutes de longe e poderia ter saído com uma assistência, caso Pratto não tivesse errado o cabeceio. Errou passes em profusão.Nota 6
Cueva: sentiu falta de ritmo de jogo, uma vez que estava há quase um mês sem atuar.Nota 6,5
Wellington Nem: saiu cedo por causa de uma lesão. Sem nota (entrou Cícero: foi engolido pela marcação do Corinthians.Nota 5,5
Lucas Pratto: uma partida para ser esquecida. Nota 5
Luiz Araújo: voluntarioso. E só. Um terror a atuação dele.Nota 4 (entrou Gilberto: correu, brigou e conseguiu uma ou duas finalizações, mas entrou pilhado em campo. Nota 5,5
Rogério Ceni: não tem tido sorte, sejamos justos. No dia que teria Cueva, tentou armar com o peruano. Perdeu Wellington Nem, que vinha bem no jogo. Depois disso, tomou o gol e o time se perdeu completamente. Nenhuma alteração deu resultado e acabou o jogo apelando para chuveirinhos e um punhado de jogadores pelo meio. Nota 4,5
COMENTE: Crônica da partida e notas dos jogadores - São Paulo 0 x 2 Corinthians
Fair Play de Rodrigo Caio é ponto positivo; Luiz Araújo vai mal
Fonte SPFC
16 de Abril de 2017
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