[SPFC.Net] Novo estatuto deixará São Paulo Futebol Clube mais forte

Quem garante é Rogério Hamam, dirigente são-paulino e um dos responsáveis pela redação da nova carta maior tricolor

Fonte SPFC.Net
Quando iniciar o seu mandato, em 18 de abril, o presidente do São Paulo, seja Leco ou Pimenta, o fará sob a luz do novo estatuto do clube, que estará em vigência a partir do primeiro dia da próxima gestão.
Rogério Hamam, superintendente de planejamento e governança do São Paulo Futebol Clube, conversou com exclusividade com o SPFC.Net e, com a autoridade de quem participou da elaboração do documento, esclareceu pontos importantes para o torcedor são-paulino.
“A iniciativa foi da atual gestão, do presidente Leco e do presidente do Conselho, Marcelo Pupo. Foi uma ideia brilhante, que vai marcar por muitos anos a história do SPFC. Traz a profissionalização do clube. E como percebemos isso e os seus efeitos? Um clube com mais dinheiro tem mais recursos para investir em jogadores. Quando tratamos com profissionalismo, a intenção é que o São Paulo tenha mais recursos para investimentos”, diz o dirigente.
Hamam tocou num ponto importante que mudará quando o novo conjunto de regras do São Paulo entrar em vigor. O modelo que vige atualmente permite que indicações independentes de capacitação comprovada possam acontecer.
“O estatuto em vigência permite que os diretores sejam indicados para um trabalho não remunerado. Ou seja: um diretor trabalha por amor, por gosto. Permite que tenhamos um médico no marketing. E não falo de competência, mas pela possível falta e um conhecimento para exercer a função e às vezes não tem disponibilidade, pois tem outras atividades. Quando há a profissionalização, e o novo estatuto fala disso, exige-se que ele tenha disponibilidade exclusiva para a função, além de uma exigência de ter currículo compatível para a função”, falou.
Ele comentou também sobre um dos pontos mais importantes da carta: a profissionalização de todos os departamentos do São Paulo, o que, de antemão, possibilita ao clube cobrar resultados aos funcionários, que deixarão de ser amadores e passarão a exercer a função de maneira remunerada.
“Não que isso indique que o São Paulo não disponha de bons profissionais. Temos 22 diretores e cinco vice-presidentes indicados. São 27 dirigentes não remunerados que atuam por gosto, por amor. O novo estatuto substitui por até nove diretores executivos a serem contratados. Isso vai onerar o São Paulo? É o contrário, pois quando há o contratado remunerado, pode-se exigir resultados, então partimos da premissa que serão regrados por metas e objetivos, com retorno maior que o investimento. Entendemos que o São Paulo terá maior rentabilidade e maior volume de investimento até para o time de futebol”, concluiu.
Assista no vídeo a entrevista conduzida por Layla Reis com Rogério Hamam.

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