Gilberto fez dois gols e deu uma assistência. Thiago Mendes também marcou dois gols. Mas a novidade da goleada do São Paulo por 5 a 0 sobre o Linense, no sábado à tarde, no Morumbi, foi a atuação de Thomaz.
Titular de Rogério Ceni pela primeira vez, o meia brasileiro de 30 anos, recém-contratado do Jorge Wilstermann, da Bolívia, fez um gol e deu uma assistência... Mas sua maior contribuição foi rodar entre meio de campo e ataque para fazer o Tricolor produzir jogadas de ataque em quantidade e, principalmente, qualidade.
Lembrou quem? Sim, Cueva!
A última partida do peruano pelo clube foi em 18 de março – 1 a 1 com o Ituano. Depois, no fim do mês passado, pela seleção de seu país, o meia sofreu um estiramento na coxa esquerda e não jogou mais.
Com ele machucado, o São Paulo tinha feito três jogos até este sábado: 1 a 0 no São Bernardo, 2 a 0 no Linense e 0 a 0 com o Defensa y Justicia. Não tinha tomado gol, mas a produção ofensiva vinha decepcionando. Vitórias até que vinham, mas não convenciam.
No jogo que valeu a classificação para a semifinal do Campeonato Paulista, o cenário mudou. O Tricolor também não sofreu gol, apesar de alguns sustos no primeiro tempo, mas voltou a pressionar um adversário, impor seu jogo, como nos primeiros sob o comando de Rogério Ceni.
Thomaz foi o principal responsável por isso.
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No primeiro tempo, Thomaz se movimentou bastante e apareceu em vários setores do ataque (Foto: )
Por ter a vantagem de poder até perder por um gol para o Linense, o técnico tricolor poupou três jogadores (Jucilei, que teve que entrar no fim do primeiro tempo, Wellington Nem e Pratto) e apostou em Thomaz na função de Cueva pela primeira vez.
O camisa 19 começou aberto pela esquerda na linha de três jogadores de frente, mas fez de tudo um pouco do meio para frente: inverteu constantemente de lado com Luiz Araújo, voltou para buscar a bola no meio, protagonizou jogadas individuas, arriscou passes mais incisivos como aos 30 minutos do primeiro tempo.
Até com o centroavante Gilberto ele trocou de posição, como no gol que fez aos 33 do segundo tempo.
Thomaz não é Cueva, mas foi quem mais fez o São Paulo jogar bem com o desfalque. O peruano deve precisar da terceira semana de recuperação. Na próxima quinta-feira (contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil) e no outro fim de semana (provavelmente num clássico, pelo Paulistão), se ainda não tiver à disposição a opção antiga, Ceni tem que manter a nova aposta.