Rogério Ceni atende torcedor do São Paulo na chegada a Natal na terça-feira (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)
O São Paulo começa a partida desta quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), contra o ABC, em Natal, vencendo por 3 a 1, placar construído em ótima atuação no Morumbi. Em algumas ocasiões neste 2017, quando estava em vantagem, Rogério Ceni cedeu a posse de bola ao adversário para se proteger, roubar a bola e sair em velocidade em direção ao gol. A vitória da semana passada pode permitir essa postura no Frasqueirão.
Mas a derrota por 3 a 0 para o Palmeiras, no último sábado trouxe um dilema: é um time que, desde janeiro, treina para ter a bola e, consequentemente, ditar o ritmo, escrever a história do jogo de acordo com suas vontades e necessidades. No clássico, o São Paulo abriu mão da posse de bola cedo demais.
É verdade que forçado por um posicionamento adversário que congestionou o setor onde costuma trocar passes, mas o Tricolor mostrou impaciência. Contra o ABC, o desafio é, independentemente da escalação, saber se proteger e jogar com a vantagem, mas voltar à origem do trabalho de Ceni e sua comissão técnica: o gosto por ter a bola nos pés.
No Morumbi, o São Paulo atacou, atacou e atacou para fazer cinco, seis, sete gols. Só conseguiu três. A cada gol que marcar em Natal, ficará mais perto da vaga. Se fizer um, o ABC precisará de três para levar a decisão para os pênaltis ou quatro para avançar. Se fizer dois gols, o Tricolor só será eliminado se sofrer cinco. Pouco provável até para uma defesa ainda irregular.
Se Cueva jogar, o trabalho pela posse de bola fica mais fácil. Além de sempre oferecer a chance de receber ao abrir opção aos companheiros, o peruano tem bom passe, bom domínio. Ele também terá que escapar da marcação. Seus problemas se agravaram após levar três entradas duríssimas do volante Jardel, do ABC, em apenas 15 minutos de jogo na semana passada.
Se fizer dois gols, o Tricolor só será eliminado se sofrer cinco. Pouco provável até para uma defesa ainda irregular
Caso o camisa 10 não possa atuar, Thiago Mendes não se mostrou uma opção interessante para substitui-lo. O São Paulo perde bastante força de transição da defesa para o ataque quando adianta esse jogador. Wellington Nem ou até Lucas Fernandes, que Rogério Ceni diz não gostar de atuar dessa forma, poderiam se encaixar melhor.
Atrás, com a provável escalação de Lugano, é de se imaginar que o São Paulo não vá expor seu sistema defensivo com um posicionamento muito adiantado, o que prejudica a recuperação do uruguaio. E nem precisa. A questão é saber se proteger sem abrir mão da posse de bola.
Até porque não há maneira melhor de não levar gols do que tendo a bola nos pés.
Tricolor enfrenta ABC por proteção, vaga e retomada da "filosofia Ceni"
Com 3 a 1 no placar, Tricolor tenta confirmar classificação em Natal sem se expor de maneira desnecessária, mas com velocidade e posse de bola, como gosta o técnico
Fonte Globo Esporte
15 de Março de 2017
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