Falha de Maicon e vontade de atacar sempre penalizam São Paulo

Fonte Globo Esporte
O bem organizado Mirassol deu trabalho quase o tempo todo, mas, com o segundo gol do São Paulo no começo da etapa complementar, parecia improvável a (até então 100%) equipe do interior deixar o Morumbi com algum ponto no sábado. Até que um erro confesso de Maicon aos 30 minutos reabriu o caminho para o empate por 2 a 2, já nos acréscimos.
Não foi a falha do zagueiro a única justificativa para a vitória ter escapado. Dias depois de uma grande atuação contra o Santos na Vila Belmiro, o time desperdiçou bons ataques no primeiro tempo e também talvez devesse ter ficado mais com a bola no pé. Principalmente depois de ter ampliado com Rodrigo Caio o placar que havia sido inaugurado – igualmente de cabeça – pelo estreante Lucas Pratto aos oito minutos de jogo.


São Paulo soube sair bem de trás, com ajuda de João Schmidt, e os dois laterais alinhados aos meio-campistas
Mesmo com menos de dois meses, já é possível notar o DNA ofensivo do Rogério Ceni treinador em seu primeiro trabalho. Na primeira partida em casa, contra a Ponte Preta, esse ímpeto por sempre atacar foi transformado em cinco gols. Neste sábado, esbarrou em um oponente muito bem postado e virou castigo aos 46 minutos do segundo tempo.
Castigo que poderia ter vindo antes até do intervalo. Se mostrava dificuldade com a posse de bola – mérito da aparentemente já bem ensaiada marcação alta do São Paulo –, o Mirassol, por outro lado, fechava bem os espaços encontrados por Cueva nos jogos anteriores e contra-atacava em velocidade, levando perigo ao goleiro Sidão algumas vezes. As oportunidades mais claras da primeira etapa, a propósito, foram criadas pelos visitantes.

No campo de ataque, porém, Cueva sofreu com a marcação, e o Mirassol contragolpeou em diversas ocasiões
O segundo gol, na sequência de um rebote de escanteio, golpeou bem o Mirassol, que na metade da etapa final parecia dominado. Não estava. O gol de Rafhael Lucas, fruto de um passe errado de Maicon na entrada da área, foi o convite para o adversário reagir. Curioso é que, em vez de administrar o resultado, o São Paulo estava mais preocupado em fazer o terceiro, ainda que a entrada de Buffarini (no lugar de Cícero) como um terceiro zagueiro sugerisse o contrário. Xuxa agradeceu e concluiu a gol um cruzamento vindo da direita.
– Não tivemos calma para controlar o jogo quando estava 2 a 0. Saímos perdendo três vezes e viramos ou empatamos os jogos. Hoje (sábado), saímos na frente no placar e não tivemos a paciência de segurar a bola. Apesar de o nosso time ter criado boas jogadas, ter tido um gol anulado... – reconheceu o treinador, depois do apito final.
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