Com pouco tempo para desfrutar da goleada em cima da Ponte Preta, o São Paulo já trabalha para aquele que, por enquanto, será seu maior desafio na temporada: o clássico contra o Santos na Vila Belmiro, marcado para quarta-feira (15 de fevereiro), às 21h45. A missão certamente não será fácil, haja vista que a última vitória do Tricolor na Baixada Santista ocorreu em outubro de 2009, quando Rogério Ceni, hoje técnico inclusive chegou a marcar um dos gols daquele 4 a 3. Mas, nada disso preocupa o ex-goleiro, que promete um time ofensivo no San-São.
“Muita gente não vence o Santos na Vila há bastante tempo. Há já bastante tempo o Santos chega às finais do Paulista, ganha alguns, perde outros, mas sempre chega às finais, e ganhar do Santos na Vila parece ser bem difícil para todos, não só para nós. A torcida faz muita pressão, o jogador sente o torcedor, mas a gente tem que escrever a história um dia de cada vez. Passado não entra em campo, são novos 90 minutos que vamos estudar e tentar fazer o melhor”, minimizou Rogério Ceni, preocupado mesmo é com a força da equipe de Dorival Júnior.
“O Santos é talvez o melhor time do campeonato. Hoje (domingo) pude assistir o jogo às 11 horas, horário ingrato, o Red Bull fez um jogo muito bom, o Santos acabou vencendo no fim, mas é uma equipe de muito talento, muito bem dirigida e tem um jogador excepcional que é o Lucas Lima e um conjunto acima da média. Vamos estudar a melhor maneira possível que a gente pode atuar e jogar, tentar a vitória. Iremos para Santos não para se defender. Iremos para Santos tentar a vitória”, avisou.
Mas não é só o time do Santos que preocupa Rogério Ceni. As recorrentes cusparadas dos torcedores em cima dos técnicos das equipes visitantes que ficam na beira do campo da Vila Belmiro não costumam deixar esses profissionais trabalharem como gostam, em pé, orientando os jogadores. Tite é um dos técnicos que mais sofreu e reclamou dessa famosa atitude dos santistas. Na quarta, Ceni viverá sua primeira experiência e não vê muito o que fazer.
“Isso não é uma questão da Vila Belmiro, é questão de educação do povo de uma maneira geral, e o estádio, como é um agrupamento de pessoas imbuídas no sentido de vencer, vencer, vencer, as pessoas ficam mais corajosas, impetuosas, como normalmente acontece sempre que há aglomeração. É um problema geral, não só na Vila. Espero que corra tudo bem, que eu possa trabalhar tranquilamente. Se acontecer, a gente lamenta”, disse, tão incomodado quanto conformado.