Dirigente não teme que compra de Maicon comprometa situação financeira do São Paulo

Responsável pela negociação pelo zagueiro, Gustavo Vieira de Oliveira afirmou que o Tricolor evoluiu o modelo de gestão

Fonte Esporte Interativo
Gustavo Vieira viajou a Portugal para negociar com o Porto a permanência de Maicon no São Paulo (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)
O São Paulo acertou a contratação do zagueiro Maicon por cerca de R$ 22 milhões de reais, além da cessão de parte dos direitos econômicos de Inácio e Lucão. Responsável pela negociação, o diretor executivo Gustavo Vieira de Oliveira afirmou – em entrevista ao Lance! – que não teme que a compra do defensor comprometa a situação financeira do São Paulo, que ainda é delicada.
“Temos muito clara as limitações financeiras. São restrições importantes e que limitam muitos movimentos. Mas também acredito que o futebol do São Paulo, o engajamento, o envolvimento do torcedor, nos permitiu sair do zero no início do ano e gerar resultados. Renda direta, seja com bilheteria ou premiação, a torcida nos empurrando foi capaz desse movimento de gerar recurso para investir. Resultado esportivo e esse apoio do torcedor foi revertido na contratação do atleta que a própria torcida queria”.
Questionado sobre qual seria o impacto de uma possível eliminação do São Paulo na Copa Libertadores diante do Atlético Nacional-COL – nas semifinais que acontecem nos dias 06 e 13 de julho –, o dirigente afirma que o resultado vai depender do aspecto emocional da equipe.
“É difícil dizer o que mudará. Porque vai depender do tanto de impacto que isso vai ter no aspecto emocional. Todo trabalho é desenvolvido para que impacte o menos possível no planejamento. Impacto zero impossível. Mas minimizar o máximo possível. Isso é construção de trabalho, o quão consistente está sendo desenvolvido. O ideal é que se modifique pouco”.
Gustavo Vieira de Oliveira, que era criticado pela torcida antes de conseguir sacramentar a permanência de Maicon no Tricolor, afirmou que a negociação só foi concretizada porque o São Paulo evoluiu sua gestão e agora possui práticas que ninguém mais possui.
“Acho que o São Paulo também amadureceu como modelo de gestão. Posso dizer que temos práticas de gestões que ninguém mais as tem. E a gente confia muito nisso. Por exemplo, a comissão técnica se acopla à estrutura do clube. É uma disfunção do futebol brasileiros, os grandes poderes que os treinadores têm ou tiveram nos clubes. Porque é exatamente o cargo que é mais instável. Para nós, a estratégia e movimentos partem do clube. Outra prática: atuação determinante e ativa no comando de vestiário. Então assumir desgaste no processo, muitas vezes para o treinador é desconfortável. Então isso para a gente é absolvido pelo clube. Você alivia o desgaste da comissão técnica. São modelos de gestão que dificilmente se vê em outros clubes”.
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