Patón, um argentino cada vez mais brasileiro

Adaptado ao país, Edgardo Bauza fala sobre rotina na capital paulista e avalia início de trajetória no clube

Fonte Site Oficial
Foto: Igor Amorim / saopaulofc.net
Contratado no início do ano, o técnico Edgardo Bauza está cada vez mais à vontade no Brasil. Adaptado ao clube e cada vez mais em casa na capital paulista, Patón vive dias mais tranquilos após um início turbulento no começo da temporada. A rotina em São Paulo, a presença da família e o apoio dos torcedores são-paulinos dão ainda mais motivação ao experiente treinador argentino, que tem formado um time forte na disputa por títulos.
“É um desafio difícil. Assumo contente. O São Paulo é um clube muito grande. Estamos competindo com times e técnicos de grande nível. Estamos trabalhando permanentemente e vendo como podemos seguir crescendo. Até agora estamos muito bem. Queria estar melhor, mas estamos muito bem. Igualmente, penso que os técnicos daqui vivem um campeonato atípico, é a única parte do mundo em que se joga 80 partidas no ano. Não acontece em nenhum lugar do mundo. Isso atenta contra o técnico e contra o atleta. Todos times têm quatro ou cinco machucados. Quarta, domingo, quarta, domingo, há desgaste físico demais”, avaliou.
Como todo paulistano, o comandante também conhece bem o dia a dia da cidade. “O trânsito, como para todos (risos), é o que mais incomoda. É uma cidade que brinda todas possibilidades para viver bem. Minha família está feliz. Somos uma família muito normal. Não temos nada raro. Estamos felizes”, afirmou Bauza, que tem o hábito de levar o filho ao colégio e frequentar bons restaurantes. Ele vai falar português mais rápido do que eu (risos). A gastronomia é ótima, mas sou muito monotemático: massa, carne e não sai disso. Conheci grandes restaurantes. Minha esposa é a responsável, e tem sido uma ótima experiência. Me falta muito a conhecer aqui ainda”, acrescentou.
Durante a coletiva de imprensa desta quarta-feira (22), no Centro de Treinamento da Barra Funda, Patón demonstrou mais uma vez que está satisfeito com o seu início de trajetória no Tricolor. “Já disse que estou feliz de poder trabalhar no São Paulo e me adaptar a um campeonato atípico e diferente. E que tem a diferença dos outros campeonatos do mundo. Escolham o campeonato que queiram, italiano: quando começa, falam em quatro candidatos. Inglês: três ou quatro. Aqui: 15 (risos). E é certo. Aqui você joga contra um time aparentemente menor, mas te atacam e tem jogadores velozes. A exigência é enorme”, opinou o técnico, que emendou.
“Essa é a maior preocupação. Esse brasileirão é um campeonato tirano, pela exigência dos rivais, quantidade de partidas seguidas. Muito difícil durante todo campeonato. A Libertadores é algo importante, vamos nos concentrar uma semana antes da partida priorizar isso. E o Brasileirão vamos seguir jogando como até agora. Os técnicos e jogadores estão acostumados a isso aqui, e nós modificamos a nossa programação para se adaptar a exigência local. Aproveito para felicitar a Tite pela escolha para Seleção e acho que vai fazer um ótimo trabalho “, finalizou.
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