Após um intervalo de dois anos, o São Paulo finalmente voltou a ter um patrocinador master na camisa. Para o especialista Erich Beting, do blog ?Negócios do Esporte, o período sem parceiro não pode ser colocado exclusivamente na conta do clube. Para Beting, as empresas também não estão preparadas para novos modelos de negócios.
Isto porque, durante estes dois anos, o departamento de marketing do tricolor buscou alternativas. Já que o modelo tradicional (exposição na camisa em troca de um grande valor de patrocínio) mostrava-se esgotado, visto que não haviam interessados dispostos a pagar o que a diretoria queria receber, o São Paulo tentou inovar. Ao invés da exposição na camisa, o clube propôs parcerias em outras mídias do clube - algumas inclusive com relacionamento direto com o torcedor.
Após meses de tentativas e apenas duas empresas parceiras - Gatorade e Copa Airlines - o foco do modelo de negócios voltou ao formato antigo. A diretoria cedeu, diminuiu o valor pedido para o patrocínio master e rapidamente encontrou interessados. Fica a pergunta: será esta a melhor forma para uma marca se relacionar com os torcedores de um clube?
- Muitas vezes achamos que a falha é sempre do lado do esporte. Sem perceber que a miopia sobre patrocínio envolve não apenas a ponta mais fraca da relação - conclui Beting.
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Caso do SP expõe fragilidade do mercado de patrocínio, diz especialista
Fonte 90min
1 de Junho de 2016
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