Na noite da última quarta-feira, tão logo a partida entre Atlético-MG e São Paulo teve seu apito final, o técnico Edgardo Bauza conquistou um feito inédito na história da Copa Libertadores: primeiro treinador a alcançar por quatro vezes as semifinais da competição com quatro clubes diferentes (Rosario Central, LDU, San Lorenzo e São Paulo).
Os números, no entanto, parecem destoar dessa supremacia do treinador dentro da competição. Bicampeão com San Lorenzo e LDU, chama a atenção seu baixo índice de aproveitamento com ambos e também agora com o Tricolor. Tudo uma questão de perspectiva. Bauza entende o jogo como 180 minutos. O fraco desempenho fora de casa (somente uma vitória em vinte partidas nessas campanhas todas) tem também uma marca importante: ótimos resultados dentro dos seus domínios e ao menos um gol longe deles.
No São Paulo cambaleado de tantas trocas de treinador em 2015, Bauza precisou trabalhar demais a ideia a partir de um conceito para o qual muitos torcem o nariz: a solidez defensiva.
Pragmatismo, a partir de uma boa defesa, com a marcação começando a partir de Calleri e compactando todos em prol desses valores.
Afinal, se os números mostram o pior aproveitamento de um São Paulo semifinalista da história da competição continental (53%), a bola mostra justamente o que importa: a equipe de Bauza, antes desacreditada, é a única representante do Brasil no torneio. Faltam quatro jogos para o título. Ou dois de 180 minutos, como entende o treinador.
São Paulo aprende com Bauza a jogar com o regulamento na Libertadores
Fonte 90min
21 de Maio de 2016
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