Bola Cheia e Bola Murcha – Atlético-MG 2 x 1 São Paulo - por André Issa

Fonte SPFC.Net
O São Paulo, foi para Minas Gerais com uma vantagem mínima, dependendo de um empate ou uma derrota por 1 gol diferença, desde que marque pelo menos um gol fora de casa.
Pela primeira vez, nesta temporada, a equipe do Morumbi teve todos atletas considerados titulares disponíveis.
O técnico Edgardo Bauza escalou o time da seguinte forma; Denis, Bruno, Maicon, Rodrigo Caio e Mena, Hudson, Thiago Mendes, Michel Bastos e Paulo Henrique Ganso, Kelvin e Jonathan Calleri, artilheiro da competição.
O jogo começou da forma que se esperava, com o Atlético dando um sufoco e indo com tudo para cima do Tricolor. E a estratégia do adversário deu certo. Logo aos 6 minutos da primeira etapa, com mais um lance de infelicidade do goleiro Denis, a bola sobrou para o meio-campista Cazares que chutou e a bola ainda bateu no goleiro antes de entrar no gol.
Logo depois, aos 11 minutos, em outro lance pelo lado direito da defesa tricolor, que deu liberdade para o cruzamento, o atacante Carlos, que substituiu Robinho lesionado, marcou de cabeça, o gol que dava a diferença necessária para a classificação da equipe mineira.
A situação parecia que iria piorar. O São Paulo não se achava no jogo e não conseguia colocar a bola no chão e manter o controle do jogo. Mas, numa cobrança de escanteio a bola encontrou a cabeça do xerife Maicon, que subiu mais que Leonardo Silva, e descontou aos 14 minutos. Daí, por adiante, o jogo deu uma esfriada. O Tricolor começou a controlar um pouco mais a bola e aquele ímpeto inicial do adversário diminuiu.
Após recuperar a posse de bola, apesar de alguns sustos, o tricolor conseguiu alguns lances que poderiam ter proporcionado o empate. Aos 25 minutos, o atacante Calleri chutou cruzado, o goleiro Vitor deu rebote, mas, Michel Bastos não estava atento para aproveitar a sobra. No último minuto do primeiro tempo, em cobrança de falta, o zagueiro Rodrigo Caio cabeceou, mas a bola acabou na trave. E assim terminou a primeira etapa.
O jogo recomeçou com o Atlético tentando sufocar a saída de bola são paulina. No início, proporcionou alguns lances de perigo. Mas as grandes chances de marcar gols foram aos 20 minutos, com Paulo Henrique Ganso, que praticamente recuou para o goleiro Vitor, depois de corta-luz de Calleri e passe de Kelvin. E, aos 30 minutos, Michel Bastos hesitou entre o passe e o chute e acabou desarmado pelo defensor.
O técnico Edgardo Bauza colocou Wesley, no lugar de Thiago Mendes, e o time acabou controlando ainda mais a bola. É verdade que sofreu em alguns momentos. Mas, a equipe foi determinada e ‘cascuda’ o suficiente para manter o placar e conseguir a sonhada classificação.
Não foi um jogo bonito, técnico, foi disputado, suado, sofrido como manda o roteiro da competição.
Que venham às semifinais, rumo ao sonhado TETRA!
Vamos às avaliações
BOLA CHEIA
Maicon
– O dono do jogo, não perdeu uma dividida sequer. Marcou o gol decisivo. A campanha #FicaMaiconSpfc tem que se manter, até o fim!
Calleri – O artilheiro da Libertadores, passou em branco, nem foi bem tecnicamente. Mas taticamente jogou demais, saiu da área, catimbou, ‘cavou’ faltas e cartões e se mostrou lúcido ao segurar a bola no ataque para evitar a pressão.
Hudson – O novo capitão é limitado tecnicamente, mas, sua dedicação e entrega são louváveis.
Wesley – De contestado e negociável se transformou em peça de extrema utilidade. Soube prender a bola, cavar faltas, e até catimbar. Ponto para Bauza que recuperou o jogador.
Mena – Não foi brilhante tecnicamente, mas, assim como Hudson é taticamente dedicado demais. E vem visivelmente jogando no sacrifício por lesão.
Matheus Reis – O garoto entrou em meio à uma ‘fumaça’ danada, mas, soube ajudar Mena na marcação acabando com as jogadas perigosas que estavam ocorrendo por ali. Ainda se arriscou no ataque e sofreu a falta que acabou gerou a expulsão de Leandro Donizete.
Edgardo Bauza – Extrema e injustamente contestado no início de seu trabalho, sem os reforços que pediu, conviveu, ainda, com um vestiário conturbado. Mas, soube driblar toda as adversidades e após a chegada do Diretor Cunha e Pintado, montou uma equipe cascuda, determinada e muito difícil de se bater. Valeu Patón!
Torcida – Parabéns aos bravos são paulinos que encararam o Horto junto com a equipe e NÃO MORRERAM!
BOLA MURCHA
Denis
– É tido como importante líder no vestiário, é profissional dedicado, mas, passa insegurança demais. Não impõe respeito ao adversário, nem tranquilidade para a defesa. Renan Ribeiro precisa ganhar uma chance, ou a diretoria precisa rever sua posição
Michel Bastos – Depois de ser figura determinante no jogo de volta contra o Toluca e na primeira partida contra o Atlético, hoje, nada deu certo para o camisa 7 que acabou substituído.
Kelvin – Outro que apesar de muita dedicação, não conseguiu fazer um bom jogo. Até conseguiu puxar alguns contra-ataques, mas errou muitos passes que proporcionaram.
Rodrigo Caio – Se recuperou durante o jogo, mas é inaceitável o vacilo como no segundo gol do Atlético. Tem que melhorar sua atenção já que a bola aérea é um de seus pontos fortes.
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