Ataíde pede demissão de diretoria do São Paulo e diz que 'só faltou sair algemado' do conselho

Fonte ESPN
Ataíde Gil Guerreiro, ex-vice do São Paulo, foi expulso do conselho deliberativo
Ataíde Gil Guerreiro não quer mais saber da política do São Paulo.
Nesta terça-feira, um dia após ter sido expulso do Conselho Deliberativo do clube, o dirigente revelou ter enviado seu pedido de demissão do cargo de diretor de relações institucionais ao presidente, Carlos Augusto de Barros e Silva, o popular Leco.
"Continuar vendo jogo do São Paulo, eu continuarei. Tenho uma cativa e vou continuar indo. Todo mundo sabe onde estou; quando perde, querem me bater; quando ganham, me elogiam. Não vou abandonar o São Paulo. Para deixar o Leco à vontade, pedi demissão do meu cargo de diretor logo cedo. Falei: 'Olha, Leco, estou pedido demissão porque acho que prejudico sua candidatura'. Fiz logo cedo, mandei para o Leco, que não me respondeu", explicou Ataíde à Fox Sports, citando a eleição de 2017.
O ex-vice de futebol e o ex-presidente Carlos Miguel Aidar foram expulsos após recomendação do Conselho de Ética - Ataíde Gil Guerreiro foi acusado de tentativa de homicídio contra Aidar, que por sua vez acabou denunciado por tentar receber comissão na contratação de jogadores.
Ataíde criticou duramente a decisão dos conselheiros em entrevista à rádio Jovem Pan. "Eu fui expulso sob a justificativa de que houve uma tentativa de assassinato. Olha que coisa! Só faltou eu sair algemado da reunião. Foi um absurdo total", disparou.
"Como é que vai falar de tentativa de homicídio? Se fosse isso, eu teria de ser julgado pela Justiça Criminal e não dentro do conselho do São Paulo. Apesar de tudo, eu sinto orgulho por ter conseguido tirar da presidência do São Paulo um sujeito que agia com desonestidade e sem nenhuma ética. Quando eu devia até ser elogiado por ter tirado um presidente que todo mundo queria tirar, lamentavelmente aconteceu isso", acrescentou.
"Acho que não vai chegar a esse ponto (perder sua condição de sócio), mas a expulsão do Conselho Deliberativo já me doeu bastante, principalmente pela forma como aconteceu. Foi uma idiotice. Infelizmente, a comissão de ética do São Paulo agiu de forma idiota. Não tem outra palavra para definir", disse.
O dirigente também detonou a postura de Aidar após a reunião no conselho são-paulino, na qual o ex-mandatário deixou o local sorrindo.
"Isso é uma posição de caráter. Um saiu sorrindo, que foi o Carlos Miguel Aidar, porque não está se preocupando com as coisas. O outro, que fui eu, saiu muito triste e se achando muito injustiçado pelo que aconteceu. Principalmente porque, desde que esse processo começou, eu exigi que o ex-desembargador Opice Blum (presidente do Conselho de Ética) não me julgasse. Antes mesmo de eu dar depoimento, ele já havia se manifestado na imprensa dizendo que eu estava condenado e que tinha errado no meu ato. Depois, ele fez um voto de 40 minutos afirmando, absurdamente, que eu havia tentado assassinar o Carlos Miguel", continuou.
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