Futuro de Aidar e Ataíde no São Paulo começa a ser decidido nesta semana

Fonte ESPN
Foto: Gazeta Press
O ex-presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, e o ex-vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, começam a ter o futuro decidido no clube nesta semana pela comissão de ética. Desde dezembro eles são investigados. Aidar por suspeita de corrupção e desvio de dinheiro do clube e Atáide Gil Guerreiro por agressão ao primeiro em um hotel na capital paulista, ambos atos ocorridos na última temporada.
A comissão de ética, que tem como presidente o advogado José Roberto Ópice Blum e apresenta entre seus membros Ricardo Hadad, Newton Bittencourt, Alberto Bugarib e o Renato Ricardo, pode até votar pela expulsão deles do São Paulo.
Outras penas possíveis são: advertência ou suspensão por até 90 dias do conselho e dos cargos que exercem - Ataíde deixou o futebol, mas virou diretor de relações institucionais do São Paulo. A decisão da comissão de ética deve ser concluída até sexta.
A decisão, no entanto, não é definitiva. Após a conclusão do trabalho da comissão, o caso será encaminhado para os conselheiros deliberarem em reunião no próximo dia 25 (numa segunda-feira), no estádio do Morumbi.
São 240 conselheiros são-paulinos e eles podem absolver Aidar e Gil Guerreiro ou votar em uma das três penas: advertência, suspensão ou expulsão do clube.
Foram mais de 120 dias de trabalho da comissão de ética são-paulino. Começou com o conselheiro coronel Wilton Brandão Parreira Filho, que deixou o cargo em dezembro. O relatório do caso tem quase 1.000 páginas, divididas em seis volumes.
AS ACUSAÇÕES
Eleito em abril de 2014, Aidar renunciou em 13 de outubro de 2015 em meio à maior crise política do São Paulo. O mandatário era acusado de corrupção pela oposição e desvio de dinheiro em contratações.
Uma das provas entregues à comissão de ética contra a Aidar foi uma gravação feita por Ataíde Gil Guerreiro, na qual Aidar menciona a possibilidade de encaminhar para ele parte de uma comissão pela contratação de um jogador da Portuguesa.
Gil Guerreiro foi convidado por Aidar para assumir a gestão do futebol em abril de 2014. Aliados políticos, eles romperam pouco antes da renúncia do ex-mandatário.
Uma das polêmicas foi uma discussão entre eles no Hotel Radison, em São Paulo, na qual o então vice de futebol tentou acertar um soco no presidente e depois o segurou pelo pescoço - Aidar chegou a fraturar um dos dedos da mão direita.
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