Há filas enormes no Morumbi. São torcedores em busca de ingressos para o jogo contra o River Plate, na quarta-feira. Houve o mesmo tipo de aglomeração -“filas virtuais'' – nos dias anteriores, com muitas queixas sobre a lentidão do sistema. O Morumbi terá um grande público – pode até lotar – para a partida que pode definir o futuro do time na Libertadores.
A torcida saiu do sofá. Como em 2013, quando, amparada por uma política de preços baratos tomou o time no colo e impediu a queda para a segunda divisão. Como em outras edições da Libertadores. Ao contrário do que estava ocorrendo agora, com públicos dignos de campeonatos de várzea nos jogos do Paulistão.
A ausência da torcida ocasionou uma controversa peça de propaganda feita pela diretoria do clube, convidando o “torcedor a sair do sofá''. Houve uma revolta grande da torcida, o que fez com que fosse retirada do site.
Agora, duas afirmações crescem:
1) a diretoria pode dizer que o torcedor só está indo ao campo porque foi desafiando. Mentira.
2) a torcida diz que vai quando o time precisa, o que é um engano. O time precisa sempre, principalmente quando está mal.
Mas, já que se fala em sofá, está na hora da diretoria se mexer. Há muito o que fazer.
1) Montar o time para o Brasileiro, por exemplo. Mesmo que o São Paulo surpreenda e consiga ir longe na Libertadores e no Paulista, há problemas muito grandes a resolver. E há pouco tempo. Não se pode cometer o mesmo erro do final de 2015. Tudo foi feito de forma lenta e Bauza teve de jogar com Lucão em Itaquera.
O treinador pediu dois atacantes, um jogador de meio campo e um zagueiro. Veja aqui a entrevista com o trepidante Palenzulela. Há tempos, ele adverte que precisa de jogadores que qualifiquem no elenco. Pediu Buffarini e recebeu Caramelo.
Cinco jogadores não é muito. Basta lembrar que Calleri, Maicon e Wilder vão deixar o elenco. A não ser que a diretoria saia mesmo do sofá.
O que foi feito – e é louvável – foi o início da incorporação de jogadores da base, como Lucas Fernandes, Banguelê e Lucas Kal. Eu só vejo o primeiro como possível solução, mas, de uma forma ou de outra, o trabalho está sendo feito.
2) Patrocínio – Diretores brigam para limpar o nome do clube no mercado. Dizem que a situação já melhorou, mas, de concreto, nada. Ou, pouca coisa. A camisa continua sem um grande patrocinador.
3) Situação de Carlos Miguel Aidar – O ex-presidente confessou – com gravações feitas por Ataíde Gil Guerreiro – que havia muita gente, inclusive sua namorada, levando comissões indevidas no clube. Foi criado um Conselho de Ética. E nada foi resolvido. A torcida desconfia que Carlos Miguel saia canonizado do processo. Tem medo de uma enorme pizaa.
Assim, fica mais difícil sair do sofá.
Diretoria do São Paulo precisa sair do sofá
Fonte Blog do Menon
11 de Abril de 2016
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