Desde 2013, passaram inúmeros técnicos pelo São Paulo. Dentre eles, Autuori, Muricy, Doriva, "Milton Cruz", Osório e etc. Sem dúvida alguma, técnicos vitoriosos. Apesar disso, o time sempre foi contestado, a exceção do segundo semestre de 2014. Aliás, quase fomos rebaixados em 2013.
Como visto, a culpa não foi dos técnicos. O denominador comum dessa fase são os seguintes fatores:
i) Diretoria : dirigentes corruptos ou incapazes: essa briga política desvia o foco do futebol e atrapalha o desempenho do time;
ii) Departamento de futebol: perdemos profissionais excelentes por motivos obscuros (por exemplo, Carlinhos Neves); afastamos alguns jogadores sem motivo aparente e contratamos jogadores piores para a posição (caso Carleto/Cortês/Reinaldo). Não usamos a base. Vendemos jogadores promissores ou emprestamos e nunca mais os usamos, para ficar com medalhões;
iii) Jogadores: já ficou claro que os jogadores “líderes” não são decisivos e alguns não deram certo no clube. Talvez até joguem bem em outro clube, mas no nosso não deu liga. Não tem mais como defendê-los, pois, em cada jogo importante, com exceção de alguns jogos pontuais, eles não correspondem. É sempre uma desculpa diferente; e
iv) Finanças: aqui é um reflexo da falta de habilidade de diretoria, que acarreta o não pagamento de salário, a não contratação de melhores jogadores e etc.
Então, junta-se os quatro ingredientes acima e temos os resultados que todos sabemos: jejum de títulos, time descompromissado, jogadores e diretoria divididos e etc.
Agora vamos analisar mais uma vez o fator técnico: qualquer técnico que seja escolhido, merece um tempo de adaptação e REFORÇOS. AINDA MAIS SE FOR ESTRANGEIRO. Como um técnico estrangeiro vai chegar em outro país e mudar o elenco de FRACO e sem confiança para campeão?
Tudo isso com 3 meses de clube?
A principal crítica em cima do técnico são duas: “panela argentina” e “falta de resultados”. Ora, não vejo uma panela argentina. Primeiro, Calleri é indubitavelmente melhor que Kardec. Qualquer técnico, seja ele brasileiro ou romano, deveria optar por aquele. Já Centurion é uma aposta (malsucedida) do técnico. Parece-me que aqui é apenas uma questão de acreditar no potencial do jogador (que já foi considerado melhor jogador do campeonato argentino) do que em preterição por jogador brasileiro.
Agora quanto a falta de resultados, não podemos esquecer que esse elenco é FRACO: desde 2013, o time pipoca em todos clássicos e jogos importantes (com exceção do segundo semestre de 2014, como falara). Já fomos eliminados pelo Penapolense, Ponte Preta, perdemos do time reserva do Ceará no Morumbi e etc. Nem preciso lembrar da recente sacolada, não é ?
A primeira coisa que Bauza disse quando chegamos, é que o time precisa acertar a defesa. Contratamos 2 jogadores experientes e a zaga está se acertando. Tudo dentro do possível. Contra o The Strongest, Trujillanos e River a culpa dos resultados foi do ATAQUE, e não da defesa.
Bauza, conseguiu somente UM REFORÇO que pediu: Calleri. Nem o Guardiola conseguiria fazer um time fraco e EM CONSTRUÇÃO vencer um campeonato com menos de três meses de trabalho. Até Osório, último treinador que agradou, jogava com Carlinhos e Bruno. Por falta opção. E se entrar outro técnico, por exemplo, Marcelo Oliveira, pode ocorrer o mesmo. Ser queimado porque o time é fraco.
Afinal, foi Bauza que falhou contra o River ? Foi Bauza que errou o absurdo de gols contra o The Strongest? Foi ele que perdeu o penalty na hora H contra o inexpressivo time venezuelano?
Resumindo tudo: na MINHA OPINIÃO, o técnico é o menos culpado. A maior parte da culpa é da diretoria. Depois disso, jogadores. Por fim, técnico.
Qualquer time de futebol, precisa de tempo, entrosamento e convicção. Devemos cobrar a diretoria e os jogadores pelos péssimos resultados, e não pedir a cabeça do técnico a cada resultado negativo. As chances de o time ser eliminado na primeira fase da Libertadores são imensas. Mas, a longo prazo, a continuidade de um trabalho, o afastamento e julgamento dos verdadeiros responsáveis e a volta do respeito da instituição São Paulo é mais importante que tudo. (Cabe aqui lembrar que Tite foi eliminado na PRÉ-LIBERTADORES e teve sequência. Foi campeão brasileiro, no mesmo e ano, e levou o clube rival à inédita libertadores no ano seguinte. Hoje, nenhum jogador do clube é maior que ele. Ao contrário daqui, que jogadores são maiores que técnico).
Portanto, o São Paulo precisa ser lembrado como aquele clube que paga os salários em dia. Que treinador não cai por um resultado ruim. Que a diretoria é moderna. Que forma e dá oportunidade a jogadores da base. Que há hierarquia no clube. Não o que vemos hoje.
by: TorcidaSPFC
Opinião: o real problema do São Paulo não é o técnico - por TorcidaSPFC
Fonte SPFC.Net
17 de Março de 2016
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