FOTO: REUTERS - 'O segredo é pensar em se defender, não levar gols e fazer o time do River, que é favorito, sair para o ataque', disse o ex-são-paulino Amororo, herói em 2005
O São Paulo tem uma missão difícil pela frente. O Tricolor encara hoje o River Plate, no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, a partir das 19h30. Para manter vivo o sonho de classificação na Copa Libertadores, o time do Morumbi precisa de um resultado positivo contra o atual campeão da competição, fora de casa.
No entanto, ainda há uma luz no fim do túnel. Os pupilos do técnico Edgardo Bauza podem buscar inspiração dentro do próprio clube. Em 2005, o São Paulo não tomou conhecimento das lotadas arquibancadas e do clima hostil na capital argentina para conquistar uma épica vitória por 3 a 2 pela semifinal do torneio continental.
“Aquele era um time experiente, com jogadores tarimbados e acostumados com a pressão. Tentaram nos intimidar no hotel e no estádio, mas já tínhamos vivido aquilo. No jogo, fizemos um gol logo de cara”, conta o atacante Luizão.
Quem guarda a partida com carinho na memória é Amoroso. O ex-meia-atacante disputava apenas o seu segundo duelo com pelo tricolor no torneio — o primeiro havia sido justamente contra o River, mas no Morumbi. Na Argentina, ele marcou o segundo tento.
Agora, apesar de conhecer bem as dificuldades que o time enfrentará, ele acredita ser possível um outro triunfo.
“O segredo é pensar em se defender, não levar gols e fazer o time do River, que é favorito, sair para o ataque. Precisa ser mortal e fazer a diferença no contragolpe, além de defender bastante”, ensina Amoroso.
representante/ O Tricolor entra em campo com um integrante daquele time que, depois, ainda conquistaria a Libertadores e o mundo. Lugano, confirmado na vaga de Rodrigo Caio, era o pilar da zaga.
“O Lugano sempre foi um guerreiro e nos ajudou muito na marcação naquele dia”, destaca Luizão. “Naqueles jogos com o River, ele marcou o Marcelo Salas muito forte, como era acostumado a fazer. Depois de 11 anos, ele evoluiu muito, disputando Copa do Mundo e defendendo grandes times. Ele agora é mais líder do que nunca e será muito importante para o São Paulo”, aposta Amoroso.
ENTREVISTA:
DIÁRIO_ Dá para comparar o time de 2005 com o de hoje?
AMOROSO_ Era outra época, outro ambiente, momento no torneio, time... Tudo diferente.
Diminui a importância por ser um jogo de fase de grupos?
Não. A gente foi jogar uma semifinal em 2005, mas tínhamos ganhado o primeiro (jogo) e isso mudou bastante o prognóstico. Poderíamos até perder que garantiríamos a vaga. Agora, esse jogo contra o River Plate pode definir a temporada. Se o São Paulo perder, vai ficar complicado para conseguir se recuperar e classificar.
Quais lembranças você tem daquela partida de 2005?
Eu me lembro bem daquela partida, até porque teve um clima todo diferente, pesado, por causa dos argentinos. Sabíamos que na volta teríamos o mesmo tratamento e fomos preparados para esse jogo dessa forma.
Por que o clima pesado?
Porque eles disseram que tinham sido vítimas de agressão no primeiro jogo do Morumbi.
Eles bateram muito?
Sabíamos que os torcedores tinham apanhado e. dentro de campo. bateram muito, o que é comum dos argentinos (risos), mas não levaram nada ou fizeram alguma coisa demais. Fizemos o resultado em casa e, como sabíamos que receberíamos o tratamento igual na Argentina, ficou mais fácil
Como foi o seu gol?
Foi uma bola quebrada do Rogério (Ceni) que o Luizão, com a sua malandragem, ganhou de cabeça e mandou para o Júnior, com quem tinha jogado no Parma. Ele sabia que eu chegaria, tocou e fiz o gol que praticamente decretou a classificação.
Herói em 2005, Amoroso ensina o caminho para o SP
Tricolor precisa hoje de um resultado positivo contra o River, atual campeão da Libertadores
Fonte Diário de São Paulo
10 de Março de 2016
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