FOTO: FERNANDO DANTAS/GAZETA PRESS
Apesar de o uruguaio Diego Lugano ter apontando o duelo contra o River Plate como o mais importante do semestre, o argentino Jonathan Callieri não vê assim. O atacante acredita que o São Paulo tem condições de vencer o rival argentino, em Buenos Aires, nesta quinta-feira, mas defendeu que um revés não atrapalhará os planos do time na Libertadores.
Detalhe: o São Paulo perdeu na estreia da fase de grupos para o Strongest por 1 a 0, no Pacaembu, e, se for derrotado novamente, ficará sem pontos em duas rodadas.
"Não vejo assim. Ano passado o River Plate foi campeão e conseguiu a classificação na fase de grupos com seis ou sete pontos, se não me engano. [foram sete pontos]. Faltam 15 pontos para disputarmos e se perdemos ainda teremos 12 para buscar. A derrota para o Strongest, em casa, nos preocupou, sim. E perder na Argentina será complicado, nós sabemos. Mas ainda teremos chance de classificação e pensamos em jogar lá e vencer", disse o argentino.
Rival do River nos tempos em quem defendia o Boca Juniors, Callieri disse que não provocará o rival no estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires. Afirmou que não imitará uma "galinha", como já fez nos tempos de Boca. E até falou de Tevez, companheiro no ex-clube.
"Tenho muito respeito pelo River. Não vai haver comemoração [polêmica]. Tenho amigos lá. Mas em campo cada um defende sua cor. Quero vencer", disse. "O Tevez deu uma entrevista e falou sobre mim. Fiquei muito contente. Tínhamos ótimo entendimento. Jogar com ele me ajudou a estar aqui hoje, me permitiu ser campeão duas vezes. Espero encontrá-lo um dia em São Paulo para conversar", completou Callieri.
O duelo contra o River Plate será nesta quinta-feira, em Buenos Aires, às 19h10 (de Brasília), pela segunda rodada do Grupo 1 da Copa Libertadores.
FALTA CORAÇÃO?
Callieri também comentou as declarações do diretor executivo do São Paulo, Gustavo Vieira de Oliveira, que disse nesta terça-feira que falta mais "atitude" e "coração" aos jogadores.
"Creio que a equipe que sempre entra no campo, deixa tudo. Falo por mim, posso jogar bem ou mal, mas o coração sempre deixo no campo. A atitude sempre está presente. Depois, passa pelo jogo de cada um, as oportunidades que criamos. Estamos em período de transição, achávamos que tínhamos nos conhecido, mas houve duas partidas más", disse.
Ao ser questionado se o ambiente entre os jogadores é positivo e se há algum problema com a preferência do técnico Edgardo Bauza pelos estrangeiros em relação aos brasileiros, Callieri negou e disse desconhecer qualquer descontentamento.
"Não entendo esses questionamentos. Não há problema se jogam argentinos, brasileiros ou chinenes. Me dou bem com todos. Todos querem o melhor para o São Paulo".
Callieri diz que não falta coração e que revés para River não eliminará time na Libertadores
Fonte ESPN
8 de Março de 2016
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