O ano é 2016, chega um grande ídolo, literalmente, nos “braços da galera”. Um técnico experiente e vencedor da principal competição do semestre também compõe o grupo. O discurso é de austeridade nas contratações, a expectativa, formar um grupo coeso e equilibrado para ganhar as competições após um jejum de 04 anos sem conquistas.
A temporada inicia com vitórias em alguns amistosos e jogos contra equipes pequenas, alguma evolução tática é demonstrada, a atitude de alguns também parece ter mudado. Uma expectativa positiva é gerada. O time volta à Arena de Itaquera e perde, novamente, por dois gols, desta vez, pelo Campeonato Paulista. Na estreia na fase de grupos da Copa Libertadores depois de uma suada classificação, outra derrota. E, mais uma vez, as perspectivas de classificação para o “mata-mata” da principal competição do semestre terá de ser na base do sacrifício, angústia e sofrimento, comum nos últimos anos.
Porém, além da sequência muito parecida com o ano anterior dentro de campo. Um fato fora das quatro linhas se reapresenta como fator desagregador, tumultuando, mais uma vez, o ambiente do CT e vestiário.
Sim torcedor, ele está de volta; o atraso de salários e direitos de imagem, mais uma vez, é o assunto no CT da Barra Funda.
E, desta vez, com alguns agravantes inexistentes no passado. Neste ano não existe a piada ou o fator “Jack”, assim como, não existe mais o apaziguador e catalizador de crises, Rogério Ceni.
O atual cenário pelo que esclarece a matéria da ESPN, apresenta dois grupos. Um “liderado” por Michel Bastos e Paulo Henrique Ganso, “protestando” por meio de uma “lei do silêncio” contra os supostos atrasos, e outro “liderado” por Diego Lugano e os demais “gringos” do elenco contrariando a atitude.
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A notícia poderia ser encarada como mero boato para tumultuar. Ainda existem informações conflitantes. A informação, até então, divulgada pela assessoria do clube dava conta que apenas a premiação referente à classificação para a fase de grupos da Copa Libertadores e o mês em andamento estaria em aberto.
Mas, alguns fatos ocorridos na última quarta-feira, deixam claro que há algo errado nessa história.

Realmente, como citado na matéria, os atletas não falaram com a imprensa no intervalo de jogo. Poucos foram os que cederam entrevista no pós-jogo. Curiosamente as entrevistas dos “gringos” Diego Lugano e Jonathan Calleri ganharam maior destaque.

Outro fato curioso, motivo de irritação entre muitos torcedores na arquibancada do Pacaembú; as inúteis tabelinhas entre Michel Bastos e Paulo Henrique Ganso, supostos “líderes” do boicote, na lateral do gramado.
Não, não é correto um trabalhador deixar de receber ou receber seu salário atrasado. A diretoria tem obrigação de pagar os valores combinados nos contratos, na data estipulada. Mas, também, não é certa a opção de se omitir, não ceder entrevista, ou ainda, atuar sem interesse e com certo desleixo nas partidas.
Uma nova fase de escândalos, atuações pífias e desclassificações, deixarão o Tricolor ainda mais longe de um acordo com um eventual patrocinador. E este fato só agravará a suposta situação.
Eis os fatos. Eles são preocupantes. Um racha no elenco durante a formação do grupo pode destruir qualquer pretensão de título nesse ano. Óbvio, algumas equipes tiveram êxito mesmo com elencos rachados no passado. Mas, querer comparar a qualidade daquelas com este elenco atual, pode soar como uma ofensa.
A influência negativa do camisa 7 é conhecida em vários clubes onde atuou, e neste momento, conta com o apoio do “maestro” da equipe. Eventuais conflitos criados pelo “grupinho” dos citados podem ofuscar e destruir a segunda passagem de Diós Lugano pelo Morumbi, e ainda, contaminar os promissores jogadores recém-promovidos da base.
As eventuais pendências financeiras devem ser quitadas pela diretoria. Novos atrasos devem ser evitados. Mas, é inaceitável que esse tipo de comportamento continue. E, caso persista, os “rebelados” devem ser punidos, afastados ou negociados.
É preciso ter muito respeito com o manto sagrado e com a torcida!
Em tempo – No final desta tarde, a diretoria do São Paulo confirmou para o PainelFC, que pagará os valores atrasados após recebimento das “luvas” do novo contrato de transmissão (2019/2024) com a Rede Globo.
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Por André Issa
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