Ataíde e Aidar trabalharam juntos de abril de 2014 a outubro do ano passado (Divulgação)
A derrota por 1 a 0 para o Strongest não enfureceu apenas os torcedores do São Paulo. O ex-presidente Carlos Miguel Aidar ficou inconformado com o tropeço diante dos bolivianos, que não venciam como visitante na Libertadores há 34 anos, e exigiu mudanças na diretoria de futebol. A começar por um velho desafeto seu: o vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro.
“O Ataíde havia prometido que deixaria o cargo se o São Paulo não ganhasse um título ou se não atingisse 65% dos pontos na temporada passada. Nenhuma das duas coisas aconteceu e estou esperando que ele saia. Ou será que o Ataíde não tem palavra?”, questiona o dirigente, que renunciou à presidência depois de ser alvo de uma série de acusações do próprio vice.
Aidar está convencido de que seu ex-braço direito tem participação decisiva nos últimos vexames da equipe, incluindo as derrotas por 6 a 1 para os reservas do Corinthians e por 4 a 0 para o Palmeiras. “O que dizem lá no CT é que o Ataíde não sabe nem distinguir um jogador de um funcionário do clube.”
Nos últimos dias, Aidar e Ataíde prestaram esclarecimentos à Comissão de Sindicância criada dentro do Tricolor. Ela investiga as acusações de Ataíde e a briga entre os dois, ocorrida em um hotel na zona sul da cidade, e que pode resultar na exclusão de ambos do quadro de sócios do São Paulo.
“Estou absolutamente tranquilo. Posso apostar que a comissão não apontará qualquer irregularidade na minha gestão”, assegura Aidar, dando a entender que o depoimento de seu rival também o ajudou. “O Ataíde confirmou que eu não quis dividir dinheiro nenhum. Quando fiz a oferta para ele, era para que o Ataíde ficasse com todo o dinheiro”, explica.
A negociação em questão era pela compra dos direitos econômicos do lateral-direito Gustavo Cascardo, que acabou acertando com o Atlético-PR. Na oportunidade, de acordo com áudio gravado às escondidas e posteriormente divulgado por Ataíde, Aidar disse: “Ele (empresário do Cascardo) paga honorários para mim. Só isso. E eu repasso a você em dinheiro. Não é nem cheque, não tem rastro, nem pra você, nem pra mim”.
De acordo com Aidar, a ideia era ajudar Ataíde, que vivia uma grave crise financeira na oportunidade. “Mas isso parece ter ficado para trás. Fiquei sabendo que ele já tem frequentado restaurantes caros em São Paulo. Os garçons me conhecem e vieram me contar que ele voltou a aparecer.”
Procurado pelo Blog para se defender, Ataíde não atendeu, tampouco retornou ao contato telefônico.
Aidar cobra palavra de Ataíde e exige que ele deixe o São Paulo após derrota na Libertadores
Fonte Blog Jorge do Nícola
18 de Fevereiro de 2016
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