Finalmente chegou o dia mais aguardado, desde a confirmação da classificação para o torneio preferido do torcedor são paulino.
O amado clube brasileiro estreou na primeira fase da Copa Libertadores da América, jogando contra a equipe do Cesar Vallejo, no estádio Mansiche, da cidade de Trujillo, no Peru.

O técnico Edgardo Bauza, bicampeão do torneio, manteve a escalação que vem sendo trabalhada desde a fase de amistosos e estreia no Campeonato Paulista.
O São Paulo iniciou a partida com Denis, Bruno, Rodrigo Caio, Breno (recuperado de lesão) e Mena, Hudson, Thiago Mendes, Paulo Henrique Ganso, Michel Bastos, Centurión e Alan Kardec. Na formação do 4-2-3-1 adotada por El Patón.
O adversário desde o início mostrou respeito à tradição e história tricolor, mas sempre demonstrou ambição de se tornar um novo Tolima.
O primeiro tempo iniciou, e após os tradicionais minutos de estudos, o São Paulo começou a controlar a posse de bola. Houve momentos em que chegou a 70%.
A alteração de Bauza, passando Michel Bastos para a esquerda e Centurión na direita, parecia surtir o efeito esperado. Tanto que aos 10 minutos, a triangulação entre Ganso e Centurión proporcionou o cruzamento de Bruno, que Alan Kardec colocou no gol e o juiz não validou. O controle da bola dava indícios que a partida seria tranquila para a equipe do Morumbi.

Na sequência uma triangulação entre Michel Bastos e Mena, deixou o maestro Ganso, cara a cara com o goleiro, e o toque sutil do camisa 10 são paulino parou na trave.
Aos 18 minutos, o castigo, um “chutasso” pelo lado esquerdo do ataque entrou no ângulo esquerdo de Denis. E a equipe da casa chegava ao objetivo tão desejado. O gol anotado pelo camisa 20, Hohberg, desconcentrou a equipe do São Paulo, e a organização demonstrada no início deu lugar à conhecida bagunça tática de 2015.

Foram praticamente 20 minutos de “baque” e nesse meio tempo, aos 30 minutos, numa furada de Breno, o camisa 10 do Cesar Vallejo só não aumentou o placar por puro preciosismo no arremate.
A equipe do Morumbi só voltou ao jogo aos 35 minutos, quando num corta luz de Ganso, Michel Bastos invadiu a área, mas chutou para fora. Minutos depois, no toque de calcanhar de Alan Kardec, o volante Thiago Mendes ficou de frente para o gol, mas, chutou rasteiro e facilitou para o goleiro peruano.
O primeiro tempo terminou assim.
No segundo tempo o São Paulo voltou disposto acabar com a vantagem adversária. Logo aos 3 minutos, Hudson tabelou com Ganso e chutou para boa defesa do goleiro. O volante ainda deu outro chute e exigiu boa defesa. Thiago Mendes também arriscou um chute rasteiro que saiu à direita da meta.
Aos 12 minutos o fato que mudou o jogo. O recém-contratado Jonathan Calleri fez sua estreia no substituindo Alan Kardec. E aos 21 minutos recebeu um lançamento do maestro Ganso, e após o quique da bola, deu um lindo toque encobrindo o goleiro do Cesar Vallejo.

A partir daí a equipe são paulina dominou o jogo e no final da partida numa sequência de escanteios quase virou a partida.
Apesar do novo empate, basta uma vitória simples, ou mesmo um empate sem gols para se classificar para a segunda fase da competição.
O destaque coletivo fica para a saída de bola, que começa a ser mais lúcida e segura. Outro ponto a ser destacado é; a participação dos laterais e volantes, que chegaram muito ao ataque.
Esse foi o resumo da partida.
Bola Cheia
Thiago Mendes – Já está virando rotina a presença do Pogba brasileiro por aqui. Habilidade, regularidade e muita movimentação credenciam o volante a estar por aqui.
Paulo Henrique Ganso – O maestro nestas duas partidas se mostra totalmente diferente do jogador apático de 2015, vontade, passes precisos, desarmes e até presença na área adversária mostram que Patón parece estar recuperando nosso camisa 10.
Mena – Apesar de poucos jogos, vem se mostrando seguro na defesa, e começa a ser, também uma boa opção no ataque. Cruzou com maestria, no lance que Ganso chutou na trave.
Calleri – O recém-contratado, sem nenhum entrosamento, entrou na partida e mudou o destino tricolor. Disposição, garra e muita habilidade. Se mantiver o nível deixará saudades.
Bola Murcha
Bruno – Apesar da correria costumeira e alguns bons cruzamento, seu setor é o mais fraco da defesa. Hesitou na marcação, no lance que resultou no gol peruano.
Centurión – Apesar de uma mínima melhora, atuando pela direita, o gringo do “dibre” ainda não consegue que suas jogadas sejam efetivas. Ainda se atrapalha com a bola em alguns lances.
Breno – Não está aqui por deficiência técnica, mas, física, ainda está muito aquém daquele zagueiro que foi. Precisa trabalhar mais o físico e ganhar ritmo de jogo. Falhou num lance fácil e que poderia ter resultado no segundo gol adversário.
E ai, torcedor, concordou com a análise?

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