Estive na coletiva de Bauza. Foi a primeira vez que vi o treinador do São Paulo. Me passou boa impressão, um sujeito educado e que responde às perguntas sem enrolação. Futebolisticamente falando, sem novidades sobre o que já se sabia de seu estilo. Duas frases podem resumir: 1) Um clube com esta história tem obrigação de vencer 2) Ninguém vence nada se não tiver organização.
Organização, pragmatismo, defesa bem plantada. É o que oferece. É por isso que deve ser cobrado.
Em relação à entrevista:
Wesley em alta – Bauza não disse isso, mas afirmou que esta gostando muito dos volantes “médios centrales''. Perguntei os nomes e ele citou todos. Mas as pessoas que tem visto os treinamentos dizem que Wesley está com muita vontade e com um poder de marcação muito forte. E o que disse Bauza? “Todos os quatro estão muito agressivos na hora de tomar a bola do adversário. Já disse a Hudson e Tiago Mendes para apoiarem, mas um ou outro''.
Zaga complicada – O treinador pediu um novo zagueiro. Há duas explicações: 1) Ele tem dúvidas sobre a dupla Breno e Lugano. Dúvidas físicas. Não se sabe se eles podem ter uma sequencia grande sem contusões ou fadiga. Um ou outro pode estar em campo, mas é difícil que os dois estejam juntos por muito tempo. 2) Outros jogadores podem ser convocados: Lucão e Rodrigo Caio para a seleção olímpica, Lyanco para a seleção da Sérvia. E não se sabe se gostou de Lyanco, tanto que o liberou para a Libertadores sub-20. É uma situação difícil e um novo nome deve chegar.
Centurión – Perguntei o que ele esperava do compatriota e se ele estava jogando de forma errada no São Paulo. “Quero Centurión como na Argentina, um jogador potente, de velocidade e que encara os rivais no mano a mano.'' Nenhuma novidade. Todos queriam isso. Será que ele terá mais sorte. Particularmente, pelo que fizeram até agora, eu prefiro Rogério.
Lugano e liderança – “A liderança dele já se faz notar nas conversas, no café da manhã, mas liderança é útil em campo. Tem de jogar para exercer. E esperamos que ele possa jogar em mais alguns dias''. Ou seja, aquela conversa de que Lugano é útil fora de campo, que vai fazer os outros jogarem não é bem assim.
Calleri – Bauza foi direto em duas ocasiões e com três frases, definiu a situação. 1) Centurión é centroavante 2) Vai disputar vaga com Kardec e Kieza. 3) Não garanto a ninguém que será titular. Ou seja, o esquema é 4-2-3-1 e não há a possibilidade de um 4-2-2-1-1, com dois volantes, dois meias, Kardec mais recuado e Calleri na frente.
Reforços 1) Buffarini ainda é esperado por ele. Eu acho muito bom jogador, mas também gosto do Bruno. Acho mais necessário um novo volante. 2) Kelvin vem aí. Não entendi. Tem Centurión e Rogério, jogador que me agrada muito.
Base – Alguém perguntou sobre Banguelê e ele nem ligou o nome à pessoa. Foi preciso explicar. Bauza disse que dois ou três terão chances depois da Libertadores sub-20. Minha opinião: Banguelê é um jogador de choque, sem qualidade técnica para sair e que exagera nas discussões. Na base. Imaginem no profissional.
Wesley em alta faz Bauza pedir zagueiro. São Paulo terá pés no chão
Fonte Blog do Menon
29 de Janeiro de 2016
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