Para quem esperava discurso acalorado, lista de dispensa ou anúncio de um reforço inesperado, a entrevista de Leco na última segunda-feira foi frustrante. Melhor para o São Paulo.
O conteúdo do que disse o presidente mostra alguém mais preocupado em resolver os problemas do clube do que em dar uma resposta à torcida.
O anúncio de um fato novo após um vexame é quase sempre tentativa de mudar o foco. E o resultado costuma ser ineficaz. O próprio São Paulo provou disso em 2013, quando o então presidente Juvenal Juvêncio afastou sete atletas após uma eliminação. O São Paulo seguiu igual.
O 6 a 1 não é culpa de Ataíde, Lucão ou Reinaldo. É fruto de um clube que não só parou no tempo, como disse Rogério Ceni após derrota muito menos vexatória para o Corinthians em 2013, como passou a andar para trás.
O importante agora é não perder de vista: Leco, com o fundo do poço, não teria cenário melhor para fazer tudo o que o São Paulo não fez nos últimos anos. E o que menos precisa hoje é do imediatismo apaixonado que destrói o futebol brasileiro.
Esperança sem tentativa de desviar o foco
por Bruno Grossi
Fonte LANCE!Net
24 de Novembro de 2015
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