O escândalo que se tornou a administração Carlos Miguel Aidar no São Paulo começa a repercutir no escritório de advocacia do dirigente, cuja imagem foi bem abalada e deve ter uma debandada de clientes.
Aidar deixa o Tricolor sob uma saraivada de acusações. Uma delas foi a contratação da filha Mariana como assessora da presidência. Ela saiu do clube por suspeita de participar de negociações de atletas, que não era sua função.
Outro escândalo foi a participação da namorada do dirigente, que receberia 20% para cada contrato acertado para o clube.
Mais um outro se deu com o pagamento de R$ 18 milhões para uma empresa sediada em paraíso fiscal, cujo dono ninguém sabia ao certo quem era, por conta de um contrato com a nova fornecedora de material esportivo do São Paulo.
Depois o Tricolor ainda contratou um zagueiro de um clube goiano dias depois de ter deixado o Criciúma numa operação suspeita e que deve ser analisada internamente. Teria tido participação de empresários…
Pra piorar o escritório Aidar SBZ teria tido advogados alocados no Morumbi durante a gestão do dirigente, alvos de críticas e má gestão, segundo denúncias de conselheiros da oposição.
Aidar, enfim, teria tratado o São Paulo como um negócio próprio, fazendo dele o que bem entendia. Transformou-o num feudo e acabou sucumbindo.
Mas vale lembrar que, apesar de Juvenal Juvêncio, antes aliado, hoje inimigo de Aidar, reclamar que ele misturou seu escritório com o São Paulo, usando inclusive advogados do primeiro que queriam trabalhar com futebol no segundo, a lambança não é de hoje. Já nos tempos de Juvenal isso acontecia.
Foi o escritório de Aidar que defendeu mudança do estatuto do clube para assegurar um terceiro mandato para seu antecessor. E foi o escritório de Aidar que, a pedido de José Maria Marin, defendeu a CBF para derrubar as ações na Justiça que defendiam a permanência da Lusa na Série A depois da polêmica queda do clube em dezembro de 2013.
Aidar, aliás, tornou-se bom amigo de Marin. O mesmo que está preso na Suíça desde maio acusado de corrupção.
Quando Juvenal e o São Paulo escolheram Aidar para presidi-lo já sabiam o que poderia vir pela frente. Mas a oposição no Tricolor é fraquinha, fraquinha… E a era do clube dos cardeais já foi e já foi há muito tempo. Hoje virou um clube comum. Uma bagunça só, que Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, presidente do Conselho Deliberativo, quer acertar. Conseguirá?
Escândalo no São Paulo põe escritório de Aidar em xeque
por janca
Fonte LANCE!Net
13 de Outubro de 2015
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