O técnico Muricy Ramalho admitiu a clara superioridade do Corinthians no Majestoso em Itaquera
A pressão sobre Muricy Ramalho, por parte da diretoria do São Paulo, vai aumentar ainda mais depois da derrota desta quarta-feira para o Corinthians, na estreia da Copa Libertadores. Principalmente por ter sido uma atuação muito abaixo da crítica, com mais uma formação inédita, como tem sido praxe em 2015.
O relacionamento entre as duas partes nunca foi dos melhores, mas piorou consideravelmente depois que o treinador cobrou pressa para reforçar o elenco, ainda no fim da temporada passada. Neste ano, o presidente do clube, Carlos Miguel Aidar, e o vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro, responderam publicamente no mesmo tom, alegando terem entregue as contratações pedidas e exigindo títulos.
As cobranças foram mal absorvidas por Muricy. "Eu já vi tudo no futebol. Agora, você (mesmo) se pressionar, nunca tinha visto. A gente está se pressionando. Não é a torcida, não. É um negócio chato, não agrega nada, não ajuda em nada. Acabamos em segundo lugar no ano passado", desabafou, duas semanas antes do primeiro jogo na competição sul-americana, quando torcedores repetiam os dirigentes e já a classificavam como "obrigação" nas arquibancadas.
Embora ainda restem cinco partidas na fase de grupos, a fácil vitória do Corinthians nesta quarta-feira dificultou a situação do São Paulo em uma chave que é tida como uma das mais complicadas, uma vez que tem ainda o argentino San Lorenzo, campeão da edição passada. Talvez por isso, Aidar tenha deixado o estádio de Itaquera assim que o adversário anotou o segundo gol. Pode explicar também o fato de Ataíde ter saído de cara fechada do vestiário quase uma hora depois do jogo, sem conceder entrevista.
Fato é que, apesar de amigo de Rogério Ceni e ídolo de grande parte da torcida, o técnico que levou o São Paulo ao tricampeonato brasileiro (2006, 2007 e 2008) não é mais unanimidade nos bastidores do clube. E sabe que precisa dar uma cara ao time o quanto antes.
"Só o que jogamos hoje (quarta-feira) não dá. Tem que melhorar muito. Não dá para não fazer o adversário trabalhar. O Cássio não pegou nenhuma bola. Isso é o que preocupa a gente", reconheceu. "Realmente, é muito pouco para a gente se classificar. A gente vai atrás, temos dois jogos decisivos em casa, mas temos que melhorar muito. Com só isso, não tem condição".
Revés "fácil" para rival em Itaquera aumenta pressão sobre Muricy
Fonte Gazeta Esportiva
19 de Fevereiro de 2015
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