Os “vovôs” do Majestoso, aos 36 e 42 anos, respectivamente, são conhecidos pela adoção de comportamentos um tanto diferentes no dia a dia. Sheik, segundo o próprio técnico Tite chegou a dizer, tinha o mau costume de se atrasar para alguns treinos. Ceni, por outro lado, é elogiado pelo profissionalismo e pelo tempo extra que passa no CT.
Mas uns minutos a mais ou a menos não impediram nenhum deles de construir trajetórias brilhantes com as camisas de Corinthians e São Paulo. Títulos nacionais, de Libertadores e Mundial recheiam as prateleiras de cada um, e Ceni tem só duas taças a mais durante as longas trajetórias – 22 contra 20.
Além do número próximo de títulos, Sheik e Ceni já estiveram do mesmo lado, pois o atacante foi revelado na base do São Paulo e atuou quase duas temporadas como profissional, em 1998 e 1999. Na época, Ceni já era titular do gol tricolor, mas ainda tentava se firmar. Foram 19 partidas defendendo o mesmo clube antes de Emerson ser vendido para o futebol japonês.
Em Libertadores, o goleiro leva vantagem. Foi campeão em 1993, na reserva de Zetti, e levantou a taça como capitão em 2005. Já Sheik foi decisivo pelo Timão na inédita conquista em 2012. Agora, frente a frente, quem leva essa?
O 2015 DELES:
EMERSON SHEIK

Atuou só no primeiro jogo do Paulistão, como preparação para a primeira fase da Libertadores. Contra o Once Caldas (COL), marcou gol na Arena Corinthians antes do primeiro minuto de jogo, mostrando personalidade. Virou titular absoluto da equipe nesta nova passagem.
Curiosidade - Tem 23 jogos pela Libertadores, inclusive dois pelo Fluminense em 2011. Ele disputou as edições de 2012, 2013 e 2015 pelo Timão e anotou seis gols até hoje. Os mais importantes foram os dois da final de 2012.
ROGÉRIO CENI:

Atuou em quatro dos cinco jogos do São Paulo no Paulistão e foi eleito melhor goleiro da rodada em três deles. Contra o Santos, fechou o gol na Vila Belmiro. Vive boa fase em seu provável último ano de carreira e só levou três gols até o momento na temporada de 2015.
Curiosidade - Tem 82 jogos pela Libertadores, com 14 gols marcados. Ele está perto de entrar na lista dos que mais atuaram pelo torneio e ficará no top 5 com mais seis jogos. Na artilharia do Tricolor, Luis Fabiano tem só um a menos.