São Paulo vê irregularidade em contrato de assessor de Juvenal

Fonte Blog do Jorge Nicola
Parecer assinado pelo departamento jurídico do São Paulo sobre a atuação de Manssur
O advogado José Francisco Manssur deve se transformar no principal alvo durante a reunião do Conselho Deliberativo do São Paulo, marcada para a noite desta terça-feira, no Morumbi. Tudo porque ele foi remunerado entre 2007 e 2014, período em que exerceu a função de assessor da presidência de Juvenal Juvêncio.
Os críticos se baseiam no artigo 2º do código do Tricolor, que diz em seu parágrafo único: "Nenhuma função pertinente aos poderes do clube poderá, em qualquer hipótese, ser remunerada". Até Manssur, nunca na história do São Paulo um assessor da presidência teve salário.
Existe, inclusive, um parecer jurídico do Tricolor atestando a irregularidade.
Recentemente, vários diretores e conselheiros foram informados de que o AMVO, escritório de advocacia do qual Manssur é sócio, faturou do Tricolor R$ 6,8 milhões em sete anos. "Mas esse valor não foi pago só a mim. Outros nove advogados do escritório prestaram serviços para o clube durante esse período", justifica Manssur, que se tornou conselheiro do São Paulo na última eleição, em abril passado.
"Eu nunca recebi mais do que R$ 20 mil por mês", assegura o advogado, fora do Morumbi desde que Carlos Miguel Aidar assumiu a presidência, há dez meses.
A fúria dos dirigentes ligados a Aidar também tem a ver com as cobranças feitas por Manssur. "Ele foi com o São Paulo para uma excursão na Europa e, mesmo com tudo pago, cobrou as horas", reclama um cartola importante, referindo-se ao torneio disputado na Alemanha, em 2013.
Uma das notas mais contestadas emitidas por Manssur custou R$ 3.173,33. O advogado alegou ter gastado 5h40 para escrever uma resposta ao Blog do Juca Kfouri, em razão de ocorrências relacionadas à partida entre São Paulo e Arsenal de Sarandi, pela Libertadores de 2013. "Nós sempre tivemos assessoria de imprensa. Não precisa pagar mais de R$ 3 mil a alguém para escrever uma nota", contesta um diretor.
Manssur rebate. "Minha hora era de apenas R$ 560, uma das mais baratas do mercado. Qualquer grande escritório de advocacia cobra pelo menos três vezes mais. E tem outra: eu só fazia o que o presidente Juvenal Juvêncio pedia, incluindo essas notas à imprensa."
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