O nome de João Paulo passou a ser envolvido em especulações porque apenas seu contrato amador era exibido nos registros da Federação Paulista de Futebol (FPF). Em prática comum, os tricolores alegam terem documentado na entidade apenas um vínculo para o centroavante disputar a Copa São Paulo de Juniores. Assim, nos registros públicos da FPF, João estaria sem contrato.
A diretoria do São Paulo, entretanto, afirma que o camisa 9 e artilheiro do time na Copinha tem contrato até os 20 anos de idade, ou seja, mas dois anos de ligação com o Tricolor. O que o clube trabalha neste momento é para costurar e validar o primeiro vínculo profissional de João Paulo, aumentando o tempo de contrato, salários e a proteção ao garoto. Nesses trâmites, o clima é de otimismo.
Embora também seja tratado com confiança, o caso de Joanderson é pouco mais complicado. Artilheiro do time sub-20 na temporada passada, o jogador de 19 anos tem contrato com o São Paulo apenas até o dia 15 de fevereiro e, na teoria, já poderia ter negociado com outro clube. Para não perdê-lo de graça, o Tricolor resolveu deixá-lo fora da Copinha e, consequentemente, menos exposto.
Outro trunfo são-paulino já está devidamente protocolado na FPF. No primeiro contrato com Joanderson, esse que termina em fevereiro, a diretoria possuía cláusula de preferência de renovação, algo que foi exercido em dezembro, assinado e registrado na entidade. O novo vínculo, no entanto, foi bloqueado devido a problemas do atacante com o clube que serão discutidos na Justiça.
Ninguém da cúpula tricolor está autorizado a falar sobre essa entrave com Joanderson, mas o discurso é de confiança por um desfecho positivo para o São Paulo. E o recado ao Corinthians e outros interessados é: quem quiser levar João Paulo ou Joanderson terá de pagar a multa rescisória dos atletas.
