Reforma do Morumbi ganha força e São Paulo quer naming rights em 2015

Tricolor diz já ter interessados em batizar o estádio e até setores da casa são-paulina; Modernização está em pauta desde 2007, quando o clube sonhava com a Copa-14

Fonte LanceNet!
O ano de 2014 foi o sétimo desde que a reforma do Morumbi passou a ser sonhada pelo São Paulo. De 2007, quando o clube tinha certeza de que sediaria a Copa do Mundo, até agora, os planos nunca saíram do papel, algo que fez com que o presidente Carlos Miguel Aidar chamasse o estádio de ultrapassado no mês de maio.
Hoje, o mandatário se reaproximou da oposição, de quem aceitou sugestões para a reforma, mas rompeu com o antecessor Juvenal Juvêncio. Apesar da turbulência política, há certo otimismo para que a modernização do estádio, enfim, deixe o campo das ideias e se torne real. E o mês de janeiro será decisivo para saber se a reviravolta acontecerá mesmo em 2015.
Nos próximos 30 dias, Aidar deve sinalizar se colocará em votação no Conselho Deliberativo um novo projeto de reforma. Caso isso aconteça, o departamento de comunicação e marketing do clube terá mais tranquilidade para colocar em prática o plano de vender os naming rights do Morumbi.
– Nossos naming rights não seriam nesses números de Palmeiras e Corinthians, entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões. Mas e se eu falar que ter R$ 30 milhões por ano para ter Arena Banco X ou Estádio Banco Y não é uma coisa difícil? Não é, e vamos pensar maior. Eles (rivais) têm esses valores altos porque precisam pagar as construtoras, nós não – explica Douglas Schwartzmann, diretor de comunicação do Tricolor.
O dirigente afirma que o São Paulo já tem interessados e que só não fechou nenhum acordo por esperar o posicionamento de Aidar sobre a reforma e valores mais altos. Se a reforma for aprovada, a esperança é que as cifras sejam ainda maiores. Há ainda uma outra maneira de negociar os naming rights.
Em vez vender o nome do Morumbi, seriam os setores do estádio que seriam rebatizados pelas empresas que se tornassem parceiras do Tricolor. Atualmente, a Visa mantém o setor Infinity, onde ficavam as antigas cadeiras azuis, com 1,2 mil lugares por quase R$ 3 milhões por ano. Como comparação, o Palmeiras lucrará com a Allianz, em média, nos próximos 20 anos, menos de R$ 2 milhões por temporada, totalizando aproximadamente R$ 37,5 milhões. O restante dos R$ 300 milhões ficará com a WTorre.
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