Djalma Vassão/Gazeta Press
Goleiro recentemente prorrogou seu contrato até agosto de 2015, mas já pensa no pós-aposentadoria
Adiado o encerramento de sua carreira como jogador, Rogério Ceni tem ao menos mais sete meses de contrato a cumprir com o São Paulo antes de pôr em prática a ideia de virar treinador. Função pela qual o goleiro já vislumbra ser campeão no clube.
"Tenho alguma convicção de que, se eu for treinador um dia, ainda vou ganhar a Libertadores no São Paulo como treinador. Se eu realmente seguir essa função, tenho esse objetivo", disse, em entrevista veiculada nesta quarta-feira pela TV Bandeirantes.
O projeto é estudar e fazer estágio com diversos treinadores mundo afora. Entre outros centros cogitados, um dos locais pelos quais o são-paulino de 41 anos certamente passará períodos de experiência - ou até mesmo de trabalho - será os Estados Unidos, país que costuma visitar nas férias e para onde irá a fim também de aprimorar a língua inglesa. Ele, porém, descarta atuar ao lado do amigo Kaká no Orlando City, por exemplo.
"Se eu jogaria lá?", devolveu a pergunta. "Já acertamos aqui com o São Paulo. Segundo, que ficaria muito velho para fazer isso. Se fosse tempos atrás, eu poderia ter encerrado a carreira nos Estados Unidos, país de que gosto bastante, que entende muito de marketing futebolístico, tem valores diferentes, respeito pelo ídolo muito grande. Mas, hoje, acho que não. Queria aprender coisas, mas no futebol vou parar por aqui".
Ceni tem consciência de que, à beira do gramado, terá que viver do outro lado e admitiu, sem citar nomes, que a relação entre jogadores e comandantes nem sempre é a melhor possível.
"Quando você vê um profissional que não comparece, falta aos treinamentos, não se importa muito com o treino, chega atrasado... Isso é imperdoável, porque não sou assim. Como atleta, sempre tenho que cumprir minhas funções. Vocês podem pensar que atleta não tem grau de instrução muito elevado, mas ninguém lê melhor o ambiente de trabalho do que o atleta. Qualquer jogador sabe se o treinador é bom ou não é bom. Isso é fácil de decifrar", comentou.
O último a ter problemas com Ceni foi Ney Franco. Ao sair do clube, em 2013, o técnico – que já havia se queixado de tentativa de interferência no momento de uma substituição – ouviu o goleiro dizer à imprensa que havia sido nulo seu legado para o clube. Em resposta, afirmou que o camisa 1 minava o ambiente do time e tinha ascendência sobre decisões. Na tréplica, Ceni falou que se tivesse tanta autonomia mesmo o treinador teria sido demitido bem antes.
Ceni já imagina título da Libertadores como técnico do São Paulo
Fonte Gazeta Esportiva
24 de Dezembro de 2014
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