Após Carlos Miguel Aidar admitir o contrato entre o clube e sua namorada a guerra política no São Paulo explodiu de vez. Entre os conselheiros expressões como Espanto, insegurança, “pé atrás” são bastante usadas.
Na última reunião do conselho um bate boca entre o atual presidente e Juvenal Juvêncio terminou em ameaças por parte do ex mandatário e muitas ironias por parte do atual presidente. Aidar gaba-se de que acabou com a oposição e que hoje Juvenal conta apenas com poucos aliados.
"Cabem no banco da frente de uma Kombi", disparou o presidente.
Ainda assim Juvenal acredita que ainda possui uma influência muito grande junto aos conselheiros após oito anos de mandato e que pode usar isso para não dar sossego a Aidar.
Porém, nenhum deles está coberto de razão. A avaliação de pessoas que vivem o dia-a-dia do clube é de que cada um, Aidar e Juvenal, têm alguns poucos aliados leais, enquanto a imensa maioria permanece à espreita, apenas observando a briga e tentando avaliar quem está com a razão.
A história do contrato com a TML, empresa de consultoria que pertence à Cinira Maturana não foi bem aceito pela oposição e mais ainda a maioria não gostou de ficar sabendo do documento por meio da reclamação dos aliados de Juvenal. O fato foi reprovado pelo presidente do Conselho, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, membro atuante do clube desde que era presidido por Juvenal.
Mesmo que muitos aprovem a bandeira de uma gestão mais transparente, o fato desse episódio não ter sido apresentado no conselho em Maio desagrada a muitos.
Outro fato que está gerando incômodo são as críticas que Aidar vem fazendo a antiga gestão, ele alega que se criou um "esquema" nas categorias de base e também que a situação financeira do clube era uma farsa, afirmou que muitas das vezes o balanço era "maquiado".
Alguns diretores e conselheiros não aprovam a forma com que o atual presidente vem fazendo às críticas porque conviveram por muitos anos ao lado de Juvenal. Eles acham que até pelo recente histórico médico do ex mandatário não poderia estar recebendo esses ataques.
Mas nem tudo é visto com negativismo nos corredores do Morumbi, o "choque" de gestão realizado pelo presidente é visto com bons olhos, ainda que alguns acreditem existir um certo exagero.
Cortes nos gastos e uma administração mais moderna, descentralizada é bem vista pelos conselheiros e diretores.
Sobre o contrato entre São Paulo e TML ainda ficaram algumas dúvidas e uma versão de que o contrato com a Puma só não foi fechado porque a empresa teria se recusado a pagar a comissão de 20% à Cinira, Aidar declarou que apenas está aguardando o retorno de viagem de sua namorada para conversar e encerrar o contrato. Já os diretores pedem que isso seja feito imediatamente.
Cenário político instável gera insegurança no Conselho
Fonte SPFC.Net
20 de Dezembro de 2014
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