Após queda, Muricy cobra agilidade por reforços para Libertadores

Fonte Terra
Foto: Nelson Coelho/SPFC.terra.com.br
Bastou ser eliminado na semifinal da Copa Sul-americana para Muricy Ramalho falar abertamente sobre o planejamento do São Paulo para 2015. Na madrugada de quinta-feira, depois de perder para o Atlético Nacional nos pênaltis a última chance de título da temporada, o discurso padronizado sobre o assunto mudou de tom, e o treinador revelou descontentamento com a demora da diretoria comandada por Carlos Miguel Aidar em fechar reforços.
"Já temos uma base, mas ainda falta. Precisamos de um plantel maior, inclusive. Tem que começar a se programar três meses antes de acabar o ano. Conversamos com a diretoria, só que não aconteceu ainda, e tem que acontecer. Conversei com o presidente hoje (quarta-feira). Estamos muito lentos. Temos que apertar um pouco mais, porque isso aqui é gigante. Não pode ficar nessa de 'ah, estou vendo'. Se quer o cara, tem que ir para cima", disse.
Segundo ele, são poucos os jogadores pretendidos para deixar o elenco a seu gosto para a disputa da Copa Libertadores do ano que vem. Um deles virá para ocupar a vaga do meia Kaká, que está emprestado pelo Orlando City apenas até dezembro. As demais posições não são reveladas pelo técnico, a fim de não criar qualquer tipo de desconforto dentro de seu grupo, principalmente tendo o Campeonato Brasileiro ainda em disputa."Já temos o que a gente necessita, o perfil dos jogadores, não são muitos. A base está boa, faltam poucos jogadores, mas faltam. O que a gente quer? Aqui não pode pensar diferente, estamos em uma competição que a torcida adora, que é a Libertadores. Só que, com esse plantel, não dá. Temos que acelerar um pouco mais, caprichar um pouco mais", argumentou o comandante, satisfeito apenas por ter reformulado o time depois da pífia campanha da temporada passada, na qual foi contratado para evitar o rebaixamento à Série B.
"Para tirar o São Paulo daquela situação, só mesmo um treinador que conhecesse bem o que é o clube, em todos os sentidos" gabou-se. "Foi um ano muito duro, tentando se salvar e tentando melhorar o ambiente no CT, que era muito ruim. Eu, que cheguei ao clube em 1964, nunca tinha visto uma situação daquela, em que ninguém estava aí com nada. Cair para a segunda divisão seria um prejuízo incalculável".
Mantido na elite nacional e agora classificado para o principal torneio do continente, Muricy acredita que possa atrair mais facilmente eventuais reforços. "Antes, ninguém queria vir para cá", comparou, pressionando os dirigentes a usufruir da condição a que ele levou a equipe.
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