[SPFC.Net] Tudo o que você precisa saber sobre a crise entre São Paulo e Penalty

Fonte SPFC.Net
Hudson usa camisa confeccionada pela Penalty com erro na posição da estrela
O SPFC.Net mergulhou de cabeça na polêmica relação comercial entre o São Paulo e a Penalty, sua fornecedora de material esportivo. Desde quarta-feira, conversamos com dirigentes do Tricolor e com a cúpula da empresa, a fim de entender os motivos que fazem a parceria estar por um fio. Confira:
Quando o clima esquentou:
A Penalty chegou a atrasar quatro meses do dinheiro que deposita pelo contrato. A dívida de R$ 5 milhões revoltou o presidente Carlos Miguel Aidar, que deu um ultimato durante a pausa para a Copa. E a pendência foi quitada semanas depois, em agosto.
Erro causa revolta no Conselho Deliberativo:
Antes de decretar a aposentadoria de Rogério Ceni por meio de um convite, a Penalty deu outra mancada feia: fez uma camisa, usada pelo lateral e volante Hudson, que continha um erro. Ela apresentava uma estrela vermelha fora da posição, logo acima do distintivo do Tricolor, o que revoltou os conselheiros.
Valor do acordo:
A Penalty paga R$ 15 milhões por ano em dinheiro ao São Paulo. O montante sobe para R$ 23 milhões se forem considerados os investimentos com os uniformes cedidos ao time profissional e a todas as categorias de base.
Tempo de contrato e multa:
O acordo entre São Paulo e Penalty só termina em dezembro de 2015. A multa pela rescisão é de R$ 30 milhões, porém, neste momento, ela está próxima de R$ 10 milhões, pelo tempo que resta para o fim do vínculo.
Namoro com as concorrentes:
Por decisão de Aidar, o departamento de marketing do Tricolor passou a conversar com outras grandes empresas de material esportivo em setembro.
Questão estratégica:
Em 13 de outubro, Aidar prometeu aos conselheiros que assinaria em breve o maior contrato de material esportivo. Dias depois, deu uma entrevista com a Penalty no Morumbi para assegurar a permanência da empresa até dezembro de 2015. Tudo para não causar impacto negativo nas vendas das camisas neste ano. Milhares de torcedores certamente parariam de comprar camisas sabendo que o fornecedor mudaria.
Adidas:
Fez a melhor oferta financeira, porém acabou descartada porque a Adidas só estaria disposta a iniciar a parceria em janeiro de 2016, sob a alegação de que precisaria de tempo para fabricar os uniformes.
Puma:
Ficou bem perto de um acerto. Os contratos, inclusive, haviam sido acordados verbalmente. Na última hora, viu sua oferta ser superada pela Under Armour.
Under Armour:
Decidida a entrar no mercado brasileiro, a empresa americana torce para que o contrato entre São Paulo e Penalty seja rescindido. É a favoritíssima para ser a próxima fornecedora de material esportivo. Fabrica, entre outras, a camisa do Tottenham.
Camisa de despedida do Rogério Ceni:
São Paulo, Penalty e Rogério Ceni assinaram em outubro um contrato para a criação da camisa de despedida do goleiro. Seu lançamento foi marcado inicialmente para 18 de novembro. Depois, para 25 de novembro. Ceni até já recebeu dinheiro pelo produto.
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