Não fosse humano, Ceni ameaçaria até Leônidas da Silva na artilharia

Em 24 anos de carreira, Rogério coleciona recordes admirados em todo mundo, mas as marcas poderiam ser ainda maiores caso tivesse convertido os 19 pênaltis que errou

Fonte LanceNet!
Se existem limites para os recordes de Rogério Ceni, pode-se dizer que as cobranças de pênalti são as grandes responsáveis por eles. Nada que apague os 123 gols marcados e os 32 títulos conquistados pelo Mito em 24 anos de carreira, mas as penalidades desperdiçadas no período poderiam tornar as marcas alcançadas na trajetória do goleiro-artilheiro ainda mais impressionantes.
Dentro da história são-paulina, Ceni está a cinco gols de igualar o número de tentos de Raí e se tornar o décimo maior artilheiro das oito décadas de história do clube. Ultrapassar o Terror do Morumbi é uma meta improvável, já que restam, no máximo, oito partidas até o fim da carreira do Mito. Mas, se as 19 cobranças de pênalti desperdiçadas pelo capitão tricolor ao longo da carreira tivessem sido convertidas, até Leônidas da Silva estaria ameaçado.
O Diamante Negro, inventor da bicicleta no dicionário e repertório do futebol, anotou 144 gols em 211 partidas disputadas entre 1942 e 1950. Os números levaram um dos primeiros ídolos são-paulinos ao oitavo lugar no ranking de artilheiros, posição da qual Ceni estaria a apenas dois gols de conquistar caso não tivesse fracassado nos pênaltis.
Os erros do Mito nas penalidades são como gols contra para a torcida tricolor. Castigam o orgulho de quem se orgulha de um goleiro-artilheiro. Enchem de satisfação os torcedores rivais, tantas vezes castigados. Mas para quem esteve presente até mesmo na pior fase de Ceni nas cobranças, isso nunca abalou a imagem de líder do camisa 01.
Aloísio, do Shandong Luneng (CHN), teve até de assumir o posto de batedor em 2013, quando Rogério perdeu quatro pênaltis seguidos, mas nem por isso teve o rendimento afetado.
– O Rogério sempre foi um líder e sempre nos passou muita confiança. Errar faz parte do jogo e só erra quem bate. Se analisar a porcentagem dele, verá que tem muito mais acertos que erros. Na verdade, tem pouquíssimos erros. Então, a gente não se incomodava porque confiava muito nele. – disse o Boi Bandido ao LANCE!Net.
O último erro de Ceni na marca da cal foi em 24 de setembro, no empate em 2 a 2 com o Flamengo. O primeiro, no revés por 3 a 2 para o Coritiba no Brasileirão de 2004. E o único arqueiro a pará-lo duas vezes foi Lauro, que conseguiu os feitos pela Ponte Preta, em 2005, e pela Portuguesa, no ano passado.
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