São Paulo e Palmeiras se enfrentem, no próximo domingo (16), pelo Campeonato Brasileiro. O duelo coloca frente a frente rivais que andam um pouco distante quando o assunto é grandeza nos últimos anos

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Há pouco mais de dez anos, o Verdão tinha um número de torcedores maior do que o do rival. Com o passar do tempo, porém, os tricolores aumentaram e hoje já são 1% mais numerosos que os alviverde: 6,8% contra 5,3%

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Mas, não foi só na torcida que o São Paulo “engoliu” o Palmeiras. Desde 1999, quando venceu a Libertadores da América, o Verdão só faturou mais dois títulos importantes: o Paulistão de 2008 e a Copa do Brasil de 2012

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Já o vizinho São Paulo cansou de levantar taças de lá para cá. Foram um Rio-São Paulo (2001), dois Paulistas (2000 e 2005), uma Libertadores (2005), o Mundial (2005), três Brasileirões (2006, 2007 e 2008) e um Copa Sul-Americana (2012)

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Além dos títulos, o Palmeiras também tem dois “feitos” no século que o São Paulo nunca “conseguiu”: os rebaixamentos de 2002 e 2012

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A diferença nas conquista não é à toa. Enquanto o São Paulo cresceu na diretoria e teve times fortes, o Palmeiras ficou para trás com os velhos costumes da cartolagem brasileira e se deu mal

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Os reflexos estão aí até hoje e os elencos que entram em campo no próximo domingo mostram isso. Enquanto o Tricolor tem um time galáctico, o Verdão conta com jogadores limitados e poucas opções no banco

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Do lado do São Paulo, a equipe conta com uma legião de craques em praticamente todas as posições

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Entre os principais nomes, estão os de Rogério, Michel Bastos, Alvaro Pereira, Denilson, Souza, Ganso, Kaká, Pato, Luís Fabiano e Alan Kardec: uma verdadeira legião de bons jogadores

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Já do outro lado do muro, o Palmeiras sofre com o elenco limitado que conta com jogadores como Weldinho, Wendel, Juninho, Deola (foto) e Leandro

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Se considerados apenas o jogadores que realmente têm condições de vestir a camisa do Palmeiras em alto nível, sobram poucos, exemplos de Valdivia, Wesley, Henrique e Fernando Prass

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No banco, a diferença também existe. Apesar de ter bons trabalhos no currículo, o principal título de Dorival Junior é a Copa do Brasil com o Santos em 2009. Já Muricy Ramalho é consagrado e tem conquistas como Libertadores e Brasileiro em sua história como treinador

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Não à toa, os rivais, hoje, brigam por objetivos muito diferentes. No jogo do domingo, o São Paulo entra ainda com chances de títulos do Brasileirão e para se firmar no G-4

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O Palmeiras tem uma meta mais modesta: fugir do terceiro rebaixamento em menos de 15 anos. Em cinco jogos que restam, o Alviverde precisa de pelo menos mais seis pontos para se garantir na elite