De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o inquérito do Ministério Público de São Paulo, enfim, chegou a uma conclusão sobre o caso que rebaixou a Portuguesa para a Série B ano passado. Ao que tudo indica, dirigentes e funcionários do clube paulista receberam dinheiro para que o jogador Héverton fosse relacionado e escalado de forma irregular na última rodada do Brasileirão, contra o Grêmio. Contudo, as investigações seguem em andamento, e o fator principal agora é procurar saber quem pagou e quem recebeu.
Segundo o MP, pelo menos três provas, via e-mails e contatos telefônicos, sustentam a ideia de que o departamento jurídico e de futebol da Lusa, realmente, sabiam da suspensão de Héverton. Primeiro que quando a CBF enviou um email, via Federação Paulista de Futebol, seis funcionários ficaram cientes da informação. Segundo que, segundo conversas telefônicas, o MP concluiu que o clube sabia do julgamento do jogador. E, por último, uma pasta informando sobre a situação de jogadores suspensos e pendurados que foi entregue para a comissão técnica, sem que punição de Hevérton constasse nos documentos.
A partir disso, com a intervenção do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que quebrou o sigilo bancário de funcionários da Portuguesa para descobrir o processo de fraude, a expectativa é de que se saiba qual clube subornou para que o jogador entrasse na partida de maneira imprópria. Os valores da negociação podem variar de R$ 4 milhões a R$ 20 milhões e os principais suspeitos são Flamengo e Fluminense.
O então técnico da Lusa na época, Guto Ferreira, na última sexta-feira disse ter ideia do que podia ter acontecido, mas que não poderia afirmar nada por falta de provas. Outras aspas importantes sobre o caso ocorreu em entrevista ao portal Yahoo, para o jornalista Jorge Nicola, no último dia 29, no qual o atual presidente da Portuguesa, Ilídio Lico, afirmou que a participação do atleta foi premeditada.
Por isso, a Portuguesa, por sua vez, está investigando internamente o caso. O presidente do clube na época, Manuel da Lupa, de acordo com pessoas ligadas ao clube paulista, pode ser acusado civil e criminalmente em uma ação que deve chegar a R$ 30 milhões. O ex-mandatário é também alvo de um processo que o expulsaria do quadro de sócios da Lusa. Da Lupa, no entanto, conseguiu uma liminar na Justiça que evita que o assunto entre na pauta do órgão, sob pena de multa de R$ 50 mil.
OFF - Jornal diz que Portuguesa recebeu dinheiro para escalar Héverton
As investigações ainda estão em andamento pelo MP, no entanto, Flamengo e Fluminense são os principais suspeitos
Fonte Esporte Interativo
12 de Novembro de 2014
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