Quando o São Paulo entrar em campo nesta quarta-feira para enfrentar a Chapecoense na Arena Condá, às 22h (de Brasília), o desafio não será apenas a torcida adversária. O atual vice-líder do Brasileiro busca devolver a derrota sofrida para o time catarinense no primeiro turno no Morumbi. Para tanto, terá que passar por um dos paredões da primeira divisão.
Aos 29 anos, Danilo é o segundo goleiro que mais fez defesas na primeira divisão. Foram 101 intervenções em 29 jogos até aqui, menos apenas do que Marcelo Lomba - o goleiro do Bahia, até a 29ª rodada, tinha feito 103 defesas em 28 partidas. Graças à ele, a Chapecoense tem uma defesa regular: sofreu 32 gols e é a 10ª melhor defesa da Série A.
Revelado no Cianorte e com uma extensa carreira no Paraná - passou ainda por Engenheiro Beltrão, Nacional, Paranavaí, Operário Ferroviário, Arapongas e Londrina antes de chegar à Santa Catarina -, Danilo tem entre suas inspirações justamente dois ídolos são-paulinos. Um deles é Zetti. O outro, Rogério Ceni.
"Comecei a jogar com oito anos, em 1993, 1994. Foi a época que o São Paulo foi campeão mundial como Zetti. Teve o Taffarel, o Ceni e o Marcos, que inspiravam e eram ídolos de muitos goleiros. É legal jogar com um cara que te inspirou, que foi um espelho para você. Foi um dia único para mim e vai ficar guardado na memória, é bom demais", afirmou, em entrevista à Rádio ESPN, lembrando da vitória da Chapecoense no Morumbi no primeiro turno.
Goleiro da Chapecoense, Danilo é o 2º que mais fez defesas no Brasileiro; ouça entrevista
Na ocasião, o São Paulo pressionou o adversário quase a partida inteira, mas perdeu após uma falha no segundo tempo. "Quase ninguém acreditava na nossa vitória", lembrou Danilo. "Fomos fechados, jogando por uma bola, sofremos muita pressão, estádio lotado. Saímos com uma vitória que nos deu moral para o campeonato."
Mas se engana o são-paulino que pensa que o jogo desta quarta-feira será uma cópia ao do primeiro turno. De acordo com Danilo, Jorginho, o terceiro treinador do time na primeira divisão, deu um estilo mais ofensivo ao clube catarinense.
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Muricy Ramalho não revelou time para a imprensa
"A Chapecoense sempre teve a marcação com ponto mais forte. Jorginho está deixando a equipe jogar um futebol mais aberto, um futebol vistoso. Estamos subindo no campeonato. Agora, tem que estar concentrado para o jogo. O São Paulo tem um elenco muito bom, jogadores que estão em um bom momento. Para o goleiro, é pior ainda. O São Paulo nunca jogou aqui, dia único para a cidade e para os jogadores", declarou.
Prova disso é que o técnico Jorginho cogita colocar um time com três atacantes. No último treinamento antes do jogo, na última terça-feira, com Fabinho Alves, Tiago Luís e Leandro na frente. Depois, ele testou a equipe com três homens de marcação no meio, com Fabinho deixando o time para a entrada do volante Abuda.
Do lado do São Paulo, o técnico Muricy Ramalho também não definiu a equipe para a imprensa. Com Paulo Miranda recuperado, Hudson pode voltar para o banco - Auro e Luís Ricardo correm por fora. Os atacantes Alexandre Pato e Luis Fabiano são desfalques, assim como o polivalente Michel Bastos. Osvaldo e Ademilson disputam vaga para formar a parte ofensiva ao lado de Kaká, Ganso e Alan Kardec.
Independente da escolha de Muricy, o ataque do São Paulo já sabe: superar o paredão de Chapecó será um desafio e tanto.
FICHA TÉCNICA
CHAPECOENSE X SÃO PAULO
Local: Arena Condá, em Chapecó (SC)
Data: 22 de outubro de 2014, quarta-feira
Horário: 22 horas (de Brasília)
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Dibert Pedrosa Moises (RJ)
CHAPECOENSE: Danilo; Fabiano, Douglas Grolli, Rafael Lima e Rodrigo Biro; Bruno Silva, Diones e Camilo; Fabinho Alves (Abuda), Tiago Luís e Leandro
Técnico: Jorginho
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Hudson (Paulo Miranda), Rafael Toloi, Edson Silva e Álvaro Pereira; Denilson, Souza e Kaká; Ganso, Osvaldo (Ademilson) e Alan Kardec
Técnico: Muricy Ramalho