É comum alguns treinadores elegerem jogadores mais explosivos ou pilhados em campo para ocuparem o posto de capitão. A ideia é acalmar os ânimos dos atletas, líderes pela própria postura, com o aumento da responsabilidade em relação ao time. Como capitães, eles tendem a se controlar para não dar mau exemplo.
A estratégia já foi usada recentemente no São Paulo e pode funcionar muito bem com Alvaro Pereira a partir de 2015. Há dois anos, Emerson Leão escolheu Luis Fabiano para capitanear o Tricolor enquanto Rogério Ceni se recuperava de problema no ombro direito. Neste período, Fabuloso foi mais centrado e decisivo.
Alvaro é ainda menos explosivo que o centroavante e, naturalmente, já é visto como exemplo pelos jogadores mais jovens. Até mesmo Paulo Henrique Ganso, mais experiente apesar da idade, costuma brincar com a maneira como o uruguaio ajuda a inflamar o time em campo.
Pesa a favor do lateral-esquerdo a rápida identificação alcançada com a torcida graças às atuações com toques de raça celeste, quase um folclore no Morumbi. O problema é que a entrega, muitas vezes, passa dos limites, provocando expulsões ou falhas grotescas, como contra Corinthians e Coritiba.
A faixa de capitão pode trazer equilíbrio a Alvaro e deixar o São Paulo mais ‘protegido’ da arbitragem em caso de classificação para a Copa Libertadores da América do ano que vem.
Faixa de capitão pode amansar Alvaro
Fonte LanceNet!
17 de Outubro de 2014
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