Aos números, sem lesco-lesco: em 2013, o pobre Circo Brasileiro de Futebol obteve uma pequena receita de R$ 435 milhões - R$ 280 milhões apenas em patrocínios (12 carimbos no enxoval da amarelinha desbotada).
Parágrafo 1º do artigo 41 da Lei Pelé: ‘A entidade convocadora indenizará a cedente dos encargos previstos no contrato de trabalho, pelo período em que durar a convocação do atleta, sem prejuízo de eventuais ajustes celebrados entre este e a entidade convocadora'.
O protesto do dono das chuteiras do soberano São Paulo, CM Aidar, após a convocação de Kaká e Souza para integrar a trupe dos anões de Dunga: "Eu quero que a CBF pague o salário dos dois. Tem mais: em qualquer lugar do mundo, o campeonato para em data Fifa. Eu não me conformo com isso. É uma desorganização sem limites. Depois, ainda querem chamar o Brasil de país do futebol."
De acordo com o clube, desde 1998, quando a legislação foi aprovada, o Circo Brasileiro de Futebol deve mais de R$ 25 milhões ao clube por utilizar as chuteiras emprestadas do Tricolor. Um ofício, exigindo o pagamento, já repousa em uma mesa da luxuosa sala do carismático Zé da Medalha.
Ponto final: o Circo Brasileiro de Futebol não paga o ‘pé de obra', mas fatura milhões com o produto - cachê superior a US$ 1,5 milhão por amistoso, por exemplo.
Traduzindo: os clubes que se ‘explodam' ou tratem de se unir contra o democrático autoritarismo que impera na pátria das chuteiras furadas.
Circo Brasileiro de Futebol já deve mais de R$ 25 milhões ao soberano Tricolor por 'pé de obra' emprestado
Por José Roberto Malia
Fonte ESPN
3 de Outubro de 2014
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